LUCAS DO RIO VERDE
10ª Conferência Municipal de Saúde reúne cerca de 400 participantes para debater melhorias e o futuro do SUS em Sinop
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde, realiza nesta terça-feira (16) a 10ª Conferência Municipal de Saúde de Sinop. O evento reúne cerca de 400 participantes no auditório da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) com o objetivo de discutir os avanços da saúde pública, avaliar os desafios atuais e construir propostas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) nos âmbitos municipal, estadual e federal.
Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do povo é cuidar do Brasil”, a conferência reúne gestores, profissionais da saúde, usuários do SUS e representantes da sociedade civil. A proposta é ampliar a participação popular na construção das políticas públicas e fortalecer o diálogo entre a população e os responsáveis pela gestão da saúde pública.
A programação começou pela manhã com leitura do regimento interno e palestras voltadas aos desafios e perspectivas da saúde pública. Entre os temas debatidos estão financiamento do SUS, sustentabilidade fiscal, justiça socioambiental, democracia e modelos de atenção à saúde. No período da tarde, os participantes serão divididos em grupos temáticos para elaboração de propostas que representarão o município na etapa estadual da conferência.
Durante a abertura, o prefeito Roberto Dorner destacou a importância da participação popular na construção das políticas públicas de saúde. “O município sempre procura ouvir a população para saber como está a saúde e receber sugestões para melhorar os atendimentos. Por isso, a população e os servidores da saúde estão aqui hoje, todos juntos, para que possamos ouvir as demandas e buscar soluções para a saúde do nosso município. É um dia muito importante, porque todas as pessoas podem contribuir para a melhoria da saúde em Sinop”, afirmou.
O vice-prefeito Paulinho Abreu ressaltou que a conferência representa um espaço democrático para discussão dos desafios da saúde pública. “É muito importante debater saúde pensando na população e buscando atingir o principal objetivo, que é atender bem o cidadão sinopense. Nada melhor do que a conferência, que já está na décima edição, com ampla participação da sociedade, do conselho, das entidades representativas e dos poderes públicos, para ouvir a população e buscar melhorias constantes para os serviços de saúde do município”, disse.
O secretário de Saúde, Érico Stevan, reforçou que a principal finalidade do encontro é ouvir a população e transformar as sugestões em ações concretas. “A ideia da 10ª conferência é ouvir a população, ouvir nossos colaboradores da saúde e também de outras secretarias. O pedido do prefeito Roberto Dorner é justamente esse: ouvir a população, buscar avanços na saúde e melhorias na qualidade de vida. Nós vamos debater aquilo que a população apresentar. Estamos aqui para ouvir ideias, sugestões e críticas que possam contribuir para aperfeiçoar os atendimentos. O mais importante de tudo isso é a participação da sociedade e a construção de resultados que atendam às necessidades da população”, destacou.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Yury Bezerra, explicou que as discussões seguem diretrizes definidas nacionalmente e poderão resultar em propostas que influenciam políticas públicas em diferentes esferas de governo. “O debate começa com apresentações e direcionamentos baseados em quatro eixos definidos pelo Ministério da Saúde. A partir disso, gestores, trabalhadores da saúde e população discutem os temas em grupos específicos. Das discussões saem diretrizes e propostas que seguem para as etapas estadual e federal. A importância da conferência está justamente na oportunidade de a população apresentar suas necessidades e transformar essas demandas em propostas que poderão resultar em políticas públicas para o município, para o estado e para o país”, pontuou.
A coordenadora de Planejamento Científico da conferência, Patrícia Kamitani, destacou o papel da população na construção das propostas. “A conferência é um movimento que reúne comunidade, trabalhadores da saúde e gestores para discutir políticas públicas. É um momento em que os participantes analisam a realidade do município, apresentam sugestões e constroem propostas que poderão contribuir para a formulação de políticas públicas municipais, estaduais e federais”, afirmou.
O servidor público José Nascimento participou da programação da conferência pela manhã e ressaltou a relevância da presença da população nas discussões. “Eu já participei de várias conferências e esse é um momento em que a população deve estar presente. É aqui que mostramos nossas necessidades e apresentamos propostas de mudança para o município, para o estado e para o país. Depois das discussões, muitas dessas propostas passam a integrar políticas públicas e ajudam a melhorar os serviços oferecidos à população”, concluiu.
Ao final da programação, serão aprovadas 12 propostas que representarão Sinop na etapa estadual da conferência. Também ocorrerá a eleição dos delegados que defenderão as propostas do município durante a 10ª Conferência Estadual de Saúde.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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