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21 Dias de Ativismo encerra semana com ações de prevenção conta à violência em Lucas do Rio Verde

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A campanha dos 21 Dias de Ativismo movimentou Lucas do Rio Verde em uma semana cheia de atividades voltadas ao combate à violência e ao fortalecimento da rede de proteção no município. As ações envolveram estudantes, mulheres e profissionais da educação, sempre com foco no diálogo, na informação e no acolhimento.

A semana começou com a palestra Quebrando o Silêncio, realizada na Escola Dom Bosco, e conduzida pela vereadora por Cuiabá e educadora digital Maysa Leão. O encontro reuniu alunos do ensino médio para falar sobre violência, respeito e como pedir ajuda. A ideia foi levar aos jovens algumas informações simples e claras sobre situações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia.

A primeira-dama e secretária de Assistência Social e Habitação, Janice Ribeiro, destacou a importância de tratar o tema desde cedo. “Acredito que o que falta para muita gente é informação. Ainda vivemos numa sociedade machista. Por isso esse trabalho precisa começar na infância. Muitos pais não conversam sobre respeito, e uma criança que cresce vendo violência em casa pode achar isso normal. Ninguém é dono de ninguém”, afirmou.

Durante a conversa, Maysa reforçou que a falta de informação ainda faz com que muitos jovens convivam com algum tipo de violência sem perceber. “Quando a gente explica cada forma de violência, muitos jovens percebem que vivem isso dentro de casa ou repetem atitudes que aprenderam. Às vezes, a violência começa pequena e vai crescendo. Por isso precisamos falar sobre isso com clareza”, disse.

Outro momento importante foi a roda de conversa promovida pela Secretaria Municipal de Educação. O encontro reuniu profissionais de várias unidades escolares para discutir inclusão, acolhimento e boas práticas no atendimento a estudantes atípicos, especialmente aqueles com autismo. Foram debatidos temas como estereotipias na adolescência, seletividade alimentar, estratégias do Atendimento Educacional Especializado (AEE), a importância da parceria entre escola e família e formas de aproximar alunos típicos e atípicos para evitar isolamento ou bullying.

A programação dos 21 Dias de Ativismo ganhou seu momento mais esperado no dia 27 de novembro, com a realização do evento “O Poder da Autenticidade”, encontro que reuniu mulheres de diferentes idades e histórias, e foi pensado para oferecer um espaço de acolhimento, escuta, fortalecimento emocional e reflexão sobre autonomia feminina.

A palestrante da noite, Maysa Leão, que também é mestre em Tecnologias da Inteligência e coautora do livro “A Coragem de Ser Autêntica”, destacou o papel da autenticidade na vida das mulheres. “Quando a mulher vive em um ambiente que não reforça suas qualidades, ela começa a acreditar que não é capaz. Estamos aqui para lembrar que todas têm valor. Você, do jeito que é, pode inspirar alguém”, afirmou.

A primeira-dama Janice Ribeiro reforçou a mensagem. “Esta palestra lembra cada mulher do seu valor. Violência não é só física; existem outros sinais que precisam ser vistos. Queremos caminhar juntos, apoiar e orientar. E, se alguém estiver vivendo qualquer tipo de violência, que não fique calada. Peça ajuda”, disse.

A noite terminou com um desfile protagonizado por mulheres representantes das secretarias municipais. As peças exibidas estarão disponíveis no bazar marcado para 13 de dezembro, que vai arrecadar recursos para projetos voltados a mulheres vítimas de violência doméstica.

A semana encerrou com um único objetivo: reforçar que a violência doméstica precisa ter fim e que cada mulher merece apoio para romper esse ciclo e reconstruir sua história.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas

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A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.

Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.

Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.

“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.

Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.

A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.

“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.

Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.

“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.

(Foto: Na Cora Coralina)

O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.

“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.

O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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