LUCAS DO RIO VERDE
Conscientização que gera resultados: escolas municipais reduzem consumo de água e são premiadas pelo Saae
LUCAS DO RIO VERDE
Na manhã desta quinta-feira (18), o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Lucas do Rio Verde celebrou os resultados das ações desenvolvidas nas 24 escolas municipais em alusão ao Mês da Água, uma mobilização voltada à conscientização e ao cuidado com os recursos hídricos. Realizado no Auditório dos Pioneiros, o evento marcou o reconhecimento das unidades escolares que se destacaram, premiando aquelas que alcançaram os melhores índices de economia de água.
A iniciativa contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e com o patrocínio da cooperativa Sicredi Ouro Verde MT/PA, que disponibilizou os recursos da premiação.
“Precisamos caminhar junto com a comunidade em prol da preservação da água. E nada melhor do que estar presente no ambiente escolar, já que as crianças representam as famílias dentro da escola. Então, tudo o que levamos para a escola, com certeza, chega também às casas dos luverdenses”, afirmou o supervisor operacional da autarquia, Marcelo Reckziegel.
Entre as ações desenvolvidas, destacam-se a pintura artística e educativa dos bueiros do município e a competição entre as escolas para incentivar a economia de água.
Nesse sentido, a Escola Municipal Érico Veríssimo se destacou ao reduzir em 12,4% o consumo durante o mês de março, o equivalente a aproximadamente 22.700 litros, ou 23 caixas d’água residenciais, conquistando o primeiro lugar. Em reconhecimento pelo seu empenho, a unidade de ensino recebeu o prêmio de R$2.500 e um troféu.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
“É uma felicidade imensa receber esse reconhecimento. Nós já realizamos, a todo momento, a conscientização com as crianças e com os servidores da escola, mas intensificamos bastante essas ações ao longo da programação do Saae. Não teríamos alcançado esse resultado sem o apoio dos professores, que foram os que mais trabalharam o tema com os alunos, e de todos os profissionais que abraçaram a causa. Foi o conjunto de pequenas ações que possibilitaram que alcançássemos essa economia”, relatou a coordenadora pedagógica, Ligiane Ferreira.
A iniciativa também engajou os estudantes das cooperativas escolares, que foram convidados a exercitar a criatividade na produção de um vídeo sobre o desperdício de água, ampliando o alcance da reflexão e fortalecendo, por meio da educação digital, o compromisso coletivo com o uso responsável dos recursos hídricos. Cada uma das cooperativas recebeu R$1.000 pela dedicação.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
O aluno Júlio Daniel faz parte da CooperEça e compartilhou como foi vivenciar essa experiência. “Foi incrível. Nós juntamos os alunos da escola e os da cooperativa, e todos se engajaram muito na produção do vídeo. Essa ação do Saee nos ajuda a entender a importância de preservar, cuidar e economizar água.”
Ao unir educação, participação e responsabilidade, as ações desenvolvidas ao longo do Mês da Água mostram que o cuidado com os recursos hídricos nasce nos pequenos gestos e se fortalece no coletivo. Ações como essa liderada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto deixa como legado uma consciência que ultrapassa os muros da escola e se espalha pelos lares luverdenses, reafirmando que preservar a água é um compromisso compartilhado com o presente e com o futuro.
Confira as escolas premiadas:
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
1º Lugar – Escola Érico Veríssimo – com 12,4% de economia no consumo da água;
2º Lugar – Escola Caminho Para o Futuro – com 9,64% de economia;
3º Lugar – CEI Paulo Freire – com 6,79% de economia;
4º Lugar – Creche Anjo da Guarda – com 2,02% de economia.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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