LUCAS DO RIO VERDE
Corrida da água reúne cerca de 2 mil atletas e reforça inclusão em Lucas do Rio Verde
LUCAS DO RIO VERDE
A 15ª edição da Corrida pela Preservação da Água reuniu cerca de 2 mil atletas neste fim de semana, em Lucas do Rio Verde, e contou com a presença do vice-prefeito Joci Piccini. O evento destacou a importância do esporte, da preservação ambiental e da inclusão, com a participação de pessoas com deficiência (PCDs).
A prova contou com percursos de 5 e 10 quilômetros e atraiu participantes da cidade e também de outros municípios.
Realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer em parceria com o SAAE, a corrida reforça a cada ano seu espaço entre os eventos mais importantes do município.
O secretário de Esporte e Lazer, André Matto, destacou a importância da união entre esporte e conscientização. “Para nós é um orgulho muito grande fazer essa parceria, onde a gente fala de um bem tão necessário que é a água. Hoje é um momento de reforçar essa mensagem, mas é algo que a gente precisa lembrar todos os dias, junto com a prática esportiva que traz mais saúde e qualidade de vida para a população”, afirmou.
Além da prática esportiva, a corrida também teve como foco chamar a atenção para a preservação da água.
O coordenador do SAAE, Paulo Nunes, reforçou o papel do evento. “A corrida já é tradicional e reúne pessoas de vários lugares. Isso mostra que é um evento que realmente chama a atenção e ajuda a levar a mensagem de como é importante cuidar da água, que é um bem essencial para todos nós”, disse.
A edição deste ano também foi marcada pela inclusão de atletas PCDs, fortalecendo o acesso ao esporte para todos.
O atleta Tony Alves, de 51 anos, elogiou a organização. “A corrida do Lucas do Rio Verde é perfeita. Tem água gelada no percurso, tudo bem organizado e um trajeto que, mesmo sendo puxado, dá gosto de participar”, destacou.
Já a atleta Denise Raquel, de 50 anos, falou sobre o desafio da prova. “O 5 km é puxado, começa mais difícil, mas depois melhora. Eu já participo há anos e sempre gosto, é um evento muito bom”, contou.
Com mais uma edição realizada com sucesso, a Corrida da Água segue fortalecendo seu papel no município, unindo esporte, saúde e conscientização ambiental.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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