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Durante visita de argentinos, prefeito Miguel Vaz defende diálogo permanente do agro entre países sul-americanos

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O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz e o vice Joci Piccini receberam, nesta quarta-feira (10), representantes da Associação Argentina de Produtores em Semeadura Direta (Aapresid), produtores e agrônomos argentinos. O grupo passou por Sinop e Sorriso antes de chegar a Lucas, encontros articulados pela pela Sedec-MT, para uma troca de experiências. Na ocasião, o prefeito destacou a importância de um diálogo permanente entre entidades do agronegócio do Brasil e de países sul-americanos, visando fortalecer e ampliar o intercâmbio de conhecimento e buscar soluções para desafios como logística e políticas públicas voltadas para o setor.

“A Argentina é um dos grandes produtores de soja do mundo e tem uma logística mais favorável em alguns pontos, enquanto nós temos outros avanços importantes. Essa troca de experiências é muito rica, porque permite entender o que deu certo em cada país, os desafios enfrentados e como cada governo vê e define políticas públicas para o setor. A América do Sul tem uma riqueza natural enorme e é um pilar de sustentação das políticas alimentares do mundo. Precisamos unir instituições representativas para um diálogo mais próximo, visando fortalecer a nossa economia a partir do agronegócio”, completou.

Para os visitantes argentinos, a viagem foi uma oportunidade de conhecer de perto o desenvolvimento das agroindústrias e da produção primária no estado. Eles destacaram a visão positiva da população mato-grossense em relação ao setor e os avanços em infraestrutura.

“Viemos para ver uma coisa e acabamos vendo muito mais do que esperávamos. Ficamos realmente impressionados com o desenvolvimento industrial e logístico, como rodovias, ferrovias, etc, em processo de expansão”, avaliou o produtor rural e um dos representantes da Associação Aapresid, Leonardo Dani.

Ele também reforçou a relevância de uma integração agrícola entre países da América do Sul. “Uma frente de diálogo permanente seria extremamente importante. Essa integração não seria apenas entre Brasil e Argentina, mas envolveria toda a América do Sul, que tem uma biodiversidade única no mundo. Esse trabalho conjunto seria relevante para todos os países da região”, completou.

O coordenador de Comércio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Leonardo Figueiredo, reforçou a importância da iniciativa. “A troca de experiências entre produtores argentinos e brasileiros é fundamental. Essa interação gera oportunidades e contribui para o processo de internacionalização que estamos iniciando com a Investe Mato Grosso. Inclusive, há conversas para transformar essa experiência em um evento anual e por que não abrir uma sucursal da entidade argentina, que é internacional, no estado, ampliando o diálogo, a troca e e a capacitação”, afirmou.

Na mesma linha, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, Welligton Souto destacou o potencial da integração agrícola sul-americana. “A América do Sul já se consolida como uma das maiores regiões produtoras de grãos do planeta. Ao somarmos esforços em pesquisa, inovação e cooperação, temos a oportunidade de transformar esse potencial em liderança global sustentável.”

A visita da comitiva argentina, que também contou com a presença de representante da Fundação Rio Verde, reforça o papel de Lucas do Rio Verde como referência no setor agroindustrial e como ponto estratégico para troca de tecnologias e inovações na produção agrícola.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas

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A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.

Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.

Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.

“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.

Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.

A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.

“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.

Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.

“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.

(Foto: Na Cora Coralina)

O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.

“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.

O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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