LUCAS DO RIO VERDE
Equipe “Nós Podemos Nadar” conquista 50 medalhas e garante vagas para etapa nacional dos Jogos Escolares
LUCAS DO RIO VERDE
A equipe de natação do projeto social “Nós Podemos Nadar”, que representa Lucas do Rio Verde, teve uma participação de destaque na etapa estadual dos Jogos Escolares e Estudantis de Mato Grosso, realizada nos dias 4 e 5 de julho, no Complexo Aquático Arena Pantanal, em Cuiabá. Os atletas encerraram a competição com um expressivo desempenho, conquistando 50 medalhas, sendo 10 de ouro, 17 de prata e 23 de bronze, além de garantir diversas classificações para a etapa nacional.
Além dos resultados no pódio, a competição também foi marcada pela evolução dos atletas dentro da piscina. A professora Andreia Cossulin destacou que, mesmo sendo a primeira disputa do ano em piscina olímpica, de 50 metros, todos os nadadores conseguiram melhorar suas marcas pessoais.
“Tivemos uma excelente participação, com ótimo desempenho dos nossos atletas. Foram várias classificações para a etapa nacional, inúmeras medalhas e, principalmente, muitas melhoras de tempo. Na natação, valorizamos muito essa evolução individual, e todos os nossos atletas conseguiram nadar melhor do que seus tempos anteriores, mesmo sendo a primeira competição do ano em piscina longa.
O grande destaque da delegação foi o atleta Jorge Lira, eleito o melhor índice técnico da competição na categoria de 14 a 16 anos, reconhecimento concedido ao nadador com o melhor desempenho técnico entre todas as provas da categoria.
“Encerramos a competição com chave de ouro, tendo o atleta Jorge Lira como o melhor índice técnico da categoria de 14 a 16 anos. Foi um resultado sensacional”, comemorou a treinadora.
As conquistas refletem o trabalho desenvolvido pela equipe “Nós Podemos Nadar”, projeto que vem fortalecendo a modalidade em Lucas do Rio Verde por meio da formação esportiva, incentivo aos jovens atletas e participação constante em competições estaduais e nacionais. O projeto completou 27 anos de criação no município e atende aproximadamente 1.250 atletas.
Ao longo dos três dias de provas, os nadadores luverdenses subiram ao pódio em diversas provas individuais e de revezamento, representando escolas da rede municipal, estadual, cívico-militar e federal.
Resultado geral da equipe “Nós Podemos Nadar”:
• 10 medalhas de ouro;
• 17 medalhas de prata;
• 23 medalhas de bronze.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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