LUCAS DO RIO VERDE
Ferrovia Estadual: Rumo inicia diálogo com Lucas do Rio Verde sobre localização de terminal ferroviário
LUCAS DO RIO VERDE
Em um momento simbólico, no dia em que Lucas do Rio Verde comemorou seus 37 anos de emancipação (5), o Município recebeu a visita institucional da diretoria da Rumo Logística, empresa responsável pela implantação da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, que ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por Cuiabá. O encontro, entre o prefeito Miguel Vaz, o gerente-executivo de relações institucionais e governamentais da Rumo, Rodrigo Verardino e a gerente de relações institucionais e governamentais de MT e MS, na Prefeitura, marcou mais um passo no avanço do projeto ferroviário, com início das tratativas sobre os estudos para definir a localização do terminal ferroviário em solo luverdense.
Com 743 km de extensão, a ferrovia promete transformar a matriz logística de Mato Grosso. Inovadora e sustentável, ela será um poderoso corredor de escoamento da produção agrícola e industrial do estado, com reflexos diretos na competitividade do setor produtivo e no desenvolvimento regional.
O prefeito Miguel Vaz destacou a relevância da agenda com a Rumo, que simboliza não apenas um compromisso com o presente, mas também com o futuro de Lucas do Rio Verde.
“Uma agenda importante, aliás é um bom sinal, porque no dia do aniversário de 37 anos do município a gente receber a diretoria da Rumo aqui. Abrimos o paço municipal para recebê-los e falar do futuro, falar da ferrovia em Lucas do Rio Verde. E a conversa foi muito boa porque sempre, na medida que a ferrovia avança no sentido da Rumo de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, cada trecho tem sua fase, ou seja, cada fase tem o seu trabalho até chegar a Lucas. Foi uma conversa muito produtiva, muito promissora, a companhia continua trabalhando forte, um investimento de mais de R$ 6 bilhões por ano e rumo a Lucas do Rio Verde. Vamos começar a discutir agora nessa fase detalhes de onde poderia eventualmente ser terminal, o que nós pretendemos aqui, como poder público, como nós vamos organizar isso, pensando não só na ferrovia, mas pensando também na rodovia, no contorno rodoviário, no novo aeroporto, então é aquele nosso plano, projeto de futuro de Lucas do Rio Verde, pensando sempre 30, 40 anos à frente e tomando as decisões, as ações agora para que isso aconteça”, afirmou o prefeito.
A comitiva da Rumo foi liderada por Rodrigo Verardino, gerente-executivo de relações governamentais da Companhia, que detalhou os principais pontos discutidos na visita institucional.
“Em resumo, fomos recebidos pelo prefeito Miguel em uma reunião que coincidiu com as celebrações do aniversário da cidade. Nosso principal objetivo foi apresentar o avanço das obras, apresentar um novo membro da equipe, a Andrielle Rodrigues – Gerente de relações institucionais e governamentais de MT e MS, que atuará em Mato Grosso, dedicada à nossa operação, e iniciar a discussão sobre os planos para a localização do terminal ferroviário em Lucas do Rio Verde. Nosso objetivo é posicionar o terminal no local que melhor atenda nossos clientes e os usuários de carga. Contudo, esta decisão deve considerar as políticas municipais de zoneamento e mobilidade urbana, bem como os planos de expansão do município, incluindo o setor industrial e o contorno rodoviário da BR-163. Analisaremos todos esses fatores para determinar a melhor localização para o terminal. Esse processo de análise e estudo das diversas possibilidades deve levar alguns meses ou até mesmo anos. O objetivo é amadurecer as opções, garantindo a escolha da melhor solução para a empresa e para o município. A previsão é que a primeira fase do projeto seja inaugurada no próximo ano. Em seguida, avançaremos com os projetos de engenharia dos trechos subsequentes, o que exigirá a definição do traçado e da localização das instalações, sempre em conformidade com as questões contratuais e buscando a melhor otimização para o terminal.”
Para a Rumo, que busca ampliar sua capacidade logística, reduzir custos e aproximar a ferrovia da produção, Lucas do Rio Verde é peça-chave.
“A Rumo investe visando aumentar sua capacidade de transporte ferroviário, melhorar a qualidade dos serviços e otimizar a eficiência de custos para os usuários. Cada investimento da empresa tem como objetivo aprimorar a relação custo-benefício para o cliente. Essa expansão visa aproximar a ferrovia de uma importante região produtora. Atualmente, nosso terminal de ponta de linha está localizado em Rondonópolis, que deve receber, em média, de 1.800 a 2.000 caminhões diariamente. Aproximadamente 50% desses veículos provêm aqui desta região. Ao aproximar a ferrovia da produção, reduzimos os custos do transporte rodoviário, o número de caminhões nas estradas, acidentes, emissões de CO2 e os custos de conservação das rodovias. Tudo o que a gente faz, a gente faz pensando em aproximar a ferrovia da produção, e aí Lucas do Rio Verde é a peça-chave nessa estratégia nossa, porque é um município super representativo na produção do agro, mas também na produção do agroindustrial, da carne, do frango, do etanol de milho”, concluiu Verardino.
Além do prefeito e da diretoria da Rumo, participaram da agenda o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, Welligton Souto, e Vitória Maciel, especialista de relações institucionais e governamentais da Rumo em MT e MS.
O encontro reforça o alinhamento entre o poder público municipal e os grandes empreendimentos logísticos que estão moldando o futuro de Lucas do Rio Verde. O município se prepara para se tornar um dos mais estratégicos polos de conexão ferroviária do país, com planejamento e visão de futuro.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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