LUCAS DO RIO VERDE
Frutos de Valor: evento em Lucas do Rio Verde apresentou oportunidades para impulsionar negócios por meio da exportação
LUCAS DO RIO VERDE
Produtores rurais, empresários e profissionais ligados à cadeia da fruticultura participaram, nesta quinta-feira (25), do encontro “Frutos de Valor: Como a Exportação pode Impulsionar seu Negócio”. O evento reuniu especialistas de instituições para apresentar estratégias, esclarecer dúvidas e demonstrar que a exportação é uma oportunidade viável para ampliar mercados e agregar valor à produção regional.
Ao longo da programação, os participantes conheceram os principais passos para acessar o mercado internacional, desde o atendimento às exigências sanitárias e de certificação até as ferramentas de inteligência de mercado e apoio internacionalização.
O encontro foi promovido em parceria entre a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) e o Sebrae Mato Grosso, reforçando o compromisso das instituições com o fortalecimento da fruticultura regional e a ampliação das oportunidades de mercado para produtores e empresários. A iniciativa também evidenciou o potencial da região para se consolidar como um polo de fruticultura de valor agregado.
“O município tem se destacado nos últimos anos dentro da agricultura familiar, com relação à estruturação desse segmento, vendendo em áreas de varejo, atacado, programas de aquisição de alimento, merenda escolar, mas existe um mundo lá fora, um mercado muito grande, muito valorizado, que é a exportação. É um mercado internacional na aquisição de frutas e derivados, o próprio café, castanhas, além, é claro, dos produtos agroindustrializados. Então as palestras foram voltadas à desmistificação desse processo de exportação, principalmente pensando nos produtos que são produzidos pela agricultura familiar”, destacou o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis.
Felipe ainda destacou a participação de especialistas na área, especialmente da Associação Brasileira de Fruticultura. “Foi falado um pouquinho sobre esses processos de exportação. Tivemos também uma mesa de discussão da parte fiscalizatória, do Mapa, Indea, enfim, tudo isso buscando esse novo mercado com possibilidade aqui para o município de Lucas do Verde. Isso não foi feito aqui em Lucas por um acaso, é justamente pelo potencial que a nossa região demonstra nessa parte agrícola”, disse.
Ao longo da programação, os participantes conheceram os principais passos para acessar o mercado internacional, desde o atendimento às exigências sanitárias e de certificação até as ferramentas de inteligência de mercado e apoio à internacionalização.
O primeiro painel, “Exportação: Desafios e Possibilidades”, foi conduzido pelo engenheiro agrônomo Victor Mendes, da Abrafrutas, que apresentou um panorama do mercado internacional de frutas, destacando as oportunidades para os produtores brasileiros e os requisitos exigidos por mercados como o europeu.
Na sequência, o painel “Fiscalização, Controle e Certificação” reuniu Simone Cleonice Colombo, fiscal estadual de defesa agropecuária do INDEA-MT, e Omar Roberto Silveira, auditor fiscal federal agropecuário e chefe da regional do MAPA em Sorriso. Com mediação de Guilherme Junglaus, gestor estadual de Mercado Internacional do Sebrae/MT, o debate abordou a importância da fiscalização, da rastreabilidade e das certificações para garantir a qualidade dos produtos e ampliar o acesso ao comércio exterior.
Encerrando a programação, Guilherme Junglaus apresentou o painel “Soluções para Internacionalização”, no qual destacou programas e ferramentas desenvolvidos pelo Sebrae para apoiar empresas interessadas em iniciar ou expandir suas operações no mercado internacional.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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