LUCAS DO RIO VERDE

Hotéis registram aumento na ocupação e reforçam impacto econômico da Exponorte em Sinop

Publicado em

LUCAS DO RIO VERDE

A Prefeitura de Sinop acompanha os reflexos positivos da Exponorte na economia local, especialmente no setor hoteleiro, que registra aumento expressivo na procura por hospedagens durante o período de realização do evento. Com a chegada de visitantes de diversas cidades de Mato Grosso e de outros estados, os hotéis do município ampliam sua taxa de ocupação e reforçam o papel de Sinop como polo regional de turismo e eventos.

De acordo com dados levantados junto à Associação dos Hotéis de Sinop e a empreendimentos da rede hoteleira local, a ocupação dos hotéis apresentou crescimento de 40% em comparação com períodos comuns.

O gerente-geral do Ibis Hotel Sinop, Rafael Benevides, reforça que a realização de eventos como a Exponorte é estratégica para diversificar o perfil de visitantes recebidos pela cidade. “A hotelaria busca muito que esses eventos aconteçam, porque a rede hoteleira de Sinop é, em sua maioria, corporativa. Quando temos eventos assim, começamos a atrair outro tipo de turismo, que é o turismo de lazer, com pessoas de outras cidades vindo conhecer”, afirmou.

Segundo Benevides, os hotéis de Sinop, especialmente o Ibis, costumam registrar excelente ocupação durante os dias úteis, enquanto os finais de semana apresentam demanda menor. Com a realização da Exponorte, esse cenário muda de forma significativa. “Nossa previsão é de ocupação máxima neste final de semana, chegando a 100%, sendo que geralmente ficamos na faixa de 60%”, explicou.

Para o gerente, o incentivo à realização de grandes eventos gera benefícios diretos para toda a cidade. “São eventos importantes de acontecer. Quanto mais a Prefeitura e demais órgãos fomentarem esse tipo de evento aos finais de semana, é isso que precisamos que aconteça. A cidade ganha e o setor turístico também”, concluiu.

Esse anseio do setor hoteleiro está alinhado a estudos recentes divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que apontam que, a cada R$ 1 investido em cultura, podem ser gerados até R$ 7,59 em retorno econômico e social.

A Exponorte está em sua segunda edição e segue sendo realizada no Interpark (às margens da BR-163, na região do bairro São Cristóvão). Para os hotéis que ficam nas proximidades, o cenário positivo é o mesmo. De acordo com a gerente do Hotel Dubai (localizado no bairro Umuarama I), Bruna Marcondes, as reservas para os dias do evento começaram ainda em janeiro.

Bruna também destacou que, além do aumento na procura e na ocupação dos 23 quartos disponíveis, houve incremento na contratação de funcionários e na compra de alimentos. “Nos finais de semana, geralmente temos uma funcionária para cuidar do café da manhã. Nesses dias da Exponorte, contratamos uma diarista a mais para suprir a demanda. Além disso, compramos mais alimentos para ofertar no café da manhã, com inclusão de sobremesas e mais variedades no cardápio”, relatou.

Além de beneficiar diretamente a hotelaria, o aumento no fluxo de visitantes também impulsiona restaurantes, supermercados, postos de combustíveis, serviços de transporte por aplicativo, o comércio e diversos outros segmentos da economia local.

Para o prefeito Roberto Dorner, o fortalecimento do setor hoteleiro é um dos indicadores concretos dos resultados gerados pelo evento. “Sinop merece um evento grande como esse, que traz muitos benefícios para a economia da cidade. Sem falar na parte social, com entrada gratuita todos os dias, atrações de grande porte para a população, além da ação solidária com destinação dos alimentos arrecadados”, reforçou.

Com estrutura consolidada e capacidade para receber visitantes de diferentes regiões do país, Sinop reafirma sua força como centro regional de desenvolvimento e mostra, mais uma vez, como grandes eventos contribuem para a geração de renda, a movimentação econômica e a valorização do potencial turístico do município.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

LUCAS DO RIO VERDE

Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas

Publicados

em

A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.

Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.

Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.

“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.

Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.

A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.

“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.

Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.

“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.

(Foto: Na Cora Coralina)

O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.

“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.

O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA