LUCAS DO RIO VERDE
Lucas do Rio Verde avança na elaboração do Plano Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas
LUCAS DO RIO VERDE
Lucas do Rio Verde deu mais um passo na elaboração do Plano Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas, compromisso previsto no plano de governo da administração municipal. Nesta terça-feira (30), representantes do município participaram, em Cuiabá, da primeira Oficina para Estruturação da Governança da iniciativa AdaptaCidades, promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).
Representaram o município Amanda Prado e Isabela Godoy, arquitetas e urbanistas das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade; Tamirys Gomes da Silva, engenheira ambiental da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente; e Edegar Savaris, coordenador da Defesa Civil da Secretaria de Segurança Pública.
Durante o encontro, Lucas do Rio Verde recebeu o certificado simbólico de adesão ao AdaptaCidades, ao lado de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Cáceres, Tangará da Serra, Vila Rica e Juína.
A iniciativa apoia os municípios na elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas, fortalecendo a capacidade técnica e a governança para enfrentar desafios como estiagens prolongadas, chuvas intensas, enchentes, escassez hídrica e queimadas.
Como parte desse processo, o município realizará uma pesquisa junto à população para identificar percepções e necessidades relacionadas às mudanças climáticas e buscará parcerias com instituições de ensino e pesquisa, setor produtivo, governos e sociedade civil, garantindo uma construção participativa do plano.
Para a supervisora de Planejamento Urbano, Isabela Godoy, a iniciativa permitirá incorporar os desafios climáticos ao planejamento do município.
“Lucas do Rio Verde, como toda a região, já sente os efeitos das mudanças climáticas, com períodos de estiagem mais longos, chuvas intensas e concentradas e maior risco de queimadas. Aderir ao AdaptaCidades significa levar essa realidade para dentro do nosso planejamento urbano, pensando desde já em drenagem, ocupação do solo e áreas mais vulneráveis. E queremos fazer isso de forma participativa, ouvindo a população e somando esforços com instituições de ensino e pesquisa, setor empresarial, governos estadual e federal e a sociedade civil. Preparar a cidade para esses desafios é essencial para garantir qualidade de vida hoje e um desenvolvimento sustentável para o futuro de Lucas do Rio Verde.”
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, destacou que a adesão reforça o compromisso da gestão com o planejamento de longo prazo.
“A adesão de Lucas do Rio Verde ao AdaptaCidades demonstra que estamos olhando para o futuro com responsabilidade. As mudanças climáticas já fazem parte da realidade dos municípios, e cabe ao poder público se antecipar, planejar e construir soluções que protejam a população e promovam um desenvolvimento sustentável. Participar desse programa nos permitirá aperfeiçoar nossas políticas públicas, fortalecer o planejamento municipal e integrar a agenda climática às decisões de desenvolvimento da cidade. É mais um passo para consolidar Lucas do Rio Verde como uma referência em sustentabilidade, inovação e gestão responsável.”
O AdaptaCidades integra o Programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério das Cidades e da GIZ, agência alemã de cooperação internacional.
(Foto: Arquivo pessoal)
Ainda sobre o tema, nos últimos dias, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade participou de uma missão técnica promovida pelo Sebrae Mato Grosso que ocorreu em Medellín, na Colômbia, cidade reconhecida mundialmente por seu processo de transformação urbana e inovação social. Durante a visita, a comitiva conheceu iniciativas como os corredores verdes, que revitalizaram avenidas e espaços públicos com arborização e soluções sustentáveis para reduzir ilhas de calor e melhorar a qualidade de vida, além do sistema integrado de mobilidade urbana, que reúne metrô, metrocables (teleféricos), VLT, BRT, ônibus, bicicletas e escadas rolantes públicas, conectando áreas periféricas ao centro de forma eficiente e inclusiva. As experiências servirão de inspiração para o desenvolvimento de projetos em nosso município, reforçando o compromisso da gestão com planejamento estratégico, sustentabilidade e modernização da cidade.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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