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Lucas do Rio Verde é destaque em enfrentamento à violência contra a mulher, conforme TCE-MT

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O enfrentamento à violência contra a mulher é uma luta constante, que envolve não apenas quem já foi vítima, mas também os órgãos de segurança e o poder público. Em Lucas do Rio Verde, esse trabalho ganhou destaque em um relatório do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que apontou o município como exemplo no combate à violência contra a mulher, com ações coordenadas pela Secretaria de Assistência Social e Habitação, que realiza campanhas educativas, ações de conscientização e atendimento às mulheres ao longo do ano, em parceria com a rede de enfrentamento a violência contra a Mulher.

O documento avaliou ações realizadas em 12 cidades de Mato Grosso nos anos de 2023 e 2024. O objetivo foi verificar se as políticas públicas funcionam na prática, se o atendimento é eficiente e se os serviços chegam às mulheres que realmente precisam de ajuda. O relatório também apresenta sugestões para aprimorar essas ações em outros municípios.

Para a primeira-dama e secretária de Assistência Social e Habitação, Janice Ribeiro, o reconhecimento mostra que o trabalho desenvolvido no município está no caminho certo. “Ficamos imensamente felizes em saber que Lucas do Rio Verde está entre os municípios de destaque no enfrentamento à violência contra a mulher. Esse resultado é fruto de um trabalho feito em conjunto, com uma rede de enfrentamento bem organizada, equipes comprometidas e parcerias importantes. Nosso foco é acolher essas mulheres, ouvir suas histórias e garantir que elas saibam que não estão sozinhas. Acreditamos que informação, orientação e oportunidades fazem toda a diferença para que elas consigam sair do ciclo da violência e reconstruir suas vidas com mais segurança e dignidade”, destacou.

Entre as ações destacadas estão a manutenção do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM), do Fundo Municipal dos Direitos da Mulher e do núcleo de atendimento a mulheres em situação de violência. Outro ponto positivo citado pelo TCE-MT é a criação da Patrulha Maria da Penha, implantada em 2020. O serviço é realizado pela Guarda Civil Armada, com apoio da Polícia Militar, e acompanha mulheres que possuem medida protetiva, ajudando a evitar novas agressões.

Em 2022, o município passou a utilizar o botão do pânico, uma ferramenta de apoio às mulheres vítimas de violência. O recurso funciona por meio de um aplicativo instalado no celular de mulheres com medida protetiva, com tecnologia adaptada pela equipe da Prefeitura de Lucas do Rio Verde e lançada pelas secretarias de Segurança Pública, Assistência Social e Habitação, e Procuradoria Municipal, além de uma sala lilás, voltada ao acolhimento e à orientação das mulheres.

O trabalho também é fortalecido pelas equipes do CRAS e do CREAS, que atuam nos encaminhamentos e nos grupos de convivência e fortalecimento de vínculos, ampliando o apoio às vítimas.

Em 2025, o município ampliou os serviços com a reforma do Centro de Referência e atendimento à Mulher (CRAM). Também foi lançada a cartilha “Rompendo o Silêncio”, que explica de forma simples como buscar ajuda em casos de violência. Outro projeto criado foi o “Todos pela Vida”, que irá trabalhar diretamente com os homens, além da implantação do protocolo “Não é Não”, que reforça o combate ao assédio e à violência. E uma parceria com motoristas de aplicativo do app 163, que ajudam a divulgar informações sobre o combate à violência contra a mulher.

O relatório do TCE-MT reforça que as ações desenvolvidas em Lucas do Rio Verde podem servir de exemplo para outros municípios, contribuindo para reduzir os casos de violência contra a mulher em todo o estado.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas

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A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.

Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.

Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.

“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.

Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.

A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.

“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.

Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.

“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.

(Foto: Na Cora Coralina)

O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.

“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.

O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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