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Lucas do Rio Verde é destaque nos Jogos Paralímpicos e Paradesportivos Mato-grossenses

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Lucas do Rio Verde foi destaque nos Jogos Paralímpicos e Paradesportivos Mato-grossenses, realizados entre os dias 3 e 8 de agosto, em Cáceres (MT). Representando o município nas modalidades de Atletismo e Bocha Paralímpica, os atletas alcançaram resultados expressivos e demonstraram a força do trabalho desenvolvido no esporte paralímpico.

Ao todo, foram conquistadas 17 medalhas de ouro, sendo 15 no Atletismo e duas na Bocha Paralímpica. Todos os atletas luverdenses participantes garantiram o primeiro lugar em suas respectivas provas e classes.

Atletismo garante 15 medalhas de ouro

No Atletismo, os representantes de Lucas do Rio Verde tiveram uma participação de destaque, conquistando o primeiro lugar em todas as provas disputadas.

Ewellyn Vitória foi campeã nos 100 metros, 400 metros e lançamento de disco. Ian Gabriel conquistou o primeiro lugar no arremesso de peso, lançamento de dardo e lançamento de disco.

João Vitor garantiu três medalhas de ouro nas provas de 60 metros, lançamento de pelota e arremesso de peso. A atleta Maria Clara foi campeã no lançamento de club, lançamento de disco e arremesso de peso.

Já Rosângela conquistou o primeiro lugar no arremesso de peso, lançamento de dardo e lançamento de disco. Os resultados reforçam a evolução do trabalho realizado com os alunos e atletas do município, ampliando as oportunidades de participação esportiva e de desenvolvimento por meio do esporte.

Bocha Paralímpica também garante ouro

Na Bocha Paralímpica, Lucas do Rio Verde também teve uma participação vitoriosa. Karen Vitória, na classe BC2 feminina, e Wanderklinton, na classe BC2 masculina, conquistaram o primeiro lugar em suas respectivas categorias.

A conquista tem um significado ainda maior para Wanderklinton. No ano passado, o atleta já havia representado Lucas do Rio Verde e a Escola Especial Renascer – APAE nos Jogos Paralímpicos e Paradesportivos Mato-grossenses, conquistando o primeiro lugar na classe BC2.

Com o resultado, ele integrou a Delegação Mato-grossense que participou das Paralimpíadas Escolares Nacionais, encerrando sua participação na competição na 8ª colocação.

Neste ano, ao lado de Wanderklinton, a atleta Karen Vitória, também da classe BC2, participou pela primeira vez da competição estadual e também garantiu o título. Com os resultados obtidos em Cáceres, Wanderklinton e Karen Vitória representarão a APAE nas Paralimpíadas Escolares, considerada a maior competição escolar do Brasil voltada a crianças e jovens com deficiência. A competição será realizada no mês de novembro, em São Paulo (SP).

Os resultados são fruto da parceria entre a Escola Especial Renascer – APAE e a Secretaria de Esporte e Lazer de Lucas do Rio Verde, que vem ampliando a oferta de atividades esportivas para pessoas com deficiência no município.

A Bocha Paralímpica é ofertada desde o ano passado e, em 2026, o trabalho foi ampliado com a inclusão do Atletismo, que atualmente atende mais de 30 alunos da escola.
A iniciativa busca proporcionar não apenas a prática esportiva, mas também novas experiências, oportunidades de competição, integração e desenvolvimento para os alunos, mostrando que o esporte é uma importante ferramenta de inclusão e transformação.

O trabalho desenvolvido com o Atletismo também já havia apresentado resultados importantes no início deste mês. Os atletas Theylon e Estefany foram convidados pela professora para participar dos Jogos Escolares Mato-grossenses, realizados no início de julho, em Cuiabá. Os dois integraram a Delegação de Lucas do Rio Verde, representando a Escola Especial Renascer e contribuindo para os excelentes resultados alcançados pelo município.

A participação dos atletas ajudou Lucas do Rio Verde a conquistar um resultado inédito: o 3º lugar geral do Atletismo, tanto no feminino quanto no masculino, nos Jogos Escolares Mato-grossenses.

“A avaliação que eu tenho dessa competição foi muito positiva, porque os atletas do atletismo já estavam classificados para a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares. Eles conseguiram essa classificação no Meeting Paralímpico, que aconteceu em maio, em Cuiabá. Então, essa competição foi só para eles treinarem um pouquinho, mas muitos deles melhoraram as suas marcas, melhoraram as suas performances. Então, já é uma grande conquista. E o que me surpreendeu foi que nós conseguimos classificar dois atletas da Bocha Paralímpica. Eles são atletas da APAE, uma parceria que a gente tem este ano com a APAE na oferta da Bocha Paralímpica e do atletismo, lá dentro do espaço da escola”, disse a professora Luciana Mafra Stefanello.

Os resultados mostram a evolução do trabalho realizado ao longo dos últimos anos e reforçam a importância de oferecer cada vez mais oportunidades para que crianças e jovens com deficiência possam descobrir e desenvolver seus talentos por meio do esporte.

A Secretaria de Esporte e Lazer parabeniza todos os atletas pelo desempenho e, principalmente, pela dedicação, esforço e coragem demonstrados dentro e fora das competições.

Também fica registrado o agradecimento à direção da Escola Especial Renascer – APAE, especialmente à senhora Rosemeire Segalla Cavenaghi, à coordenadora Sandra Rosado Moreira e a todos os profissionais envolvidos no desenvolvimento das atividades esportivas.

Um agradecimento especial é destinado às famílias dos alunos, que aceitaram o convite, acreditaram no potencial de seus filhos e incentivam a participação nas atividades esportivas promovidas pela Secretaria de Esporte e Lazer.

“Quero destacar que este não é um resultado só meu enquanto treinadora, mas também da parceria com os pais e as famílias. Eu gosto sempre de valorizar o quanto é importante a parceria com as famílias porque os meus atletas, diferente dos outros, eles não conseguem ir para o treino sozinho, eles precisam do pai e da mãe, precisam da cadeira de rodas, muitos deles, e essa participação faz muita diferença”, finaliza Luciana.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas

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A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.

Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.

Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.

“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.

Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.

A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.

“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.

Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.

“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.

(Foto: Na Cora Coralina)

O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.

“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.

O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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