LUCAS DO RIO VERDE
Lucas do Rio Verde inicia estudos para a elaboração do Plano Municipal de Saúde
LUCAS DO RIO VERDE
A secretária municipal de Saúde Fernanda Heldt Ventura está reunindo os supervisores e coordenadores das equipes técnicas da pasta, para debater e levantar as propostas que irão compor o novo Plano Municipal de Saúde (PMS) de Lucas do Rio Verde (2026/2029).
A primeira reunião foi realizada na tarde desta segunda-feira (14), com a participação da secretária- adjunta Daiane Batista, do responsável pelo Planejamento em Saúde Enéias da Rocha e da coordenadora do Centro de Reabilitação Municipal Ana Paula Enzweiller.
Segundo a secretária municipal de Saúde, o plano é elaborado sempre no primeiro ano de gestão e tem duração de quatro anos. O documento tem como objetivo planejar e direcionar todas as ações da pasta.
“É onde colocamos a análise situacional do município, as metas, o que necessita ampliar, seja em serviços ou infraestrutura física. O PMS é um instrumento bastante robusto, que retrata as necessidades do município em relação a saúde”.
(Foto: )
Ao todo, serão realizadas dez reuniões com as equipes. O processo de elaboração do plano contempla ainda, uma audiência pública, para que a população e as entidades possam contribuir a com sugestões e a aprovação por parte do Conselho Municipal de Saúde.
“A análise situacional já foi realizada. Esboçamos o que é importante e agora estamos discutindo com a parte técnica. A próxima etapa é essencial, ouvir a opinião de quem realmente utiliza o serviço”, ressalta a secretária de Saúde.
Entre as metas já estabelecidas, está a manutenção dos 100% de cobertura da Atenção Primária à Saúde, a ampliação dos serviços de média e alta complexidade e o credenciamento junto ao Ministério da Saúde, para a implantação de uma UPA 24 Horas.
A secretária ressalta ainda que as metas estabelecidas no Plano Municipal de Saúde devem estar alinhadas ao Plano de Governo do prefeito Miguel Vaz e aos outros instrumentos de gestão, como o Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA).
“O PMS é o principal instrumento de planejamento, porque direciona as ações da Saúde, interligado aos compromissos da gestão municipal e aos sistemas de controle e desenvolvimento do Governo Federal, o DigiSUS”.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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