LUCAS DO RIO VERDE
Lucas do Rio Verde: Pacientes farão hemodiálise em Sorriso a partir de 1º de outubro
LUCAS DO RIO VERDE
A partir do dia 1º de outubro, os pacientes de Lucas do Rio Verde que necessitam de hemodiálise farão o tratamento no Instituto de Nefrologia (Inematt), de Sorriso. A parceria com o município foi firmada nesta quinta-feira (28).
Atualmente, o serviço é ofertado em Sinop, aproximadamente 150 km de distância de Lucas do Rio Verde. São 25 pacientes, entre jovens e idosos, que enfrentam, três vezes por semana, mais de quatro horas de viagem (ida e volta).
A secretária municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde, Dra. Fernanda Heldt Ventura, ressalta que, com o atendimento em Sorriso, a 65 km de distância, o tempo total de viagem cairá para duas horas.
“Nós estamos muito felizes com essa conquista, porque esse tempo a menos na estrada significa mais agilidade, mais conforto, mais qualidade de vida para os pacientes e familiares”.
O Inematt de Sorriso foi inaugurado em novembro de 2024. No entanto, antes da entrega da unidade, o município de Lucas do Rio Verde já havia manifestado o interesse em firmar convênio.
Segundo ela, os próximos 30 dias são necessários para a transferência de toda a documentação dos pacientes e para que a clínica se organize, com a contratação de profissionais, data e horário para o atendimento dos novos pacientes.
“Hoje, nós conseguimos finalizar todas as negociações, os instrumentos de contratualização. Nos próximos dias teremos novas reuniões. Estamos fazendo tudo com bastante cautela, para que em 1º de outubro, os nossos pacientes sejam atendidos da melhor maneira possível”.
A hemodiálise é um dos tipos de terapia renal substitutiva, ou seja, a máquina faz a função dos rins, filtrando o sangue. O tratamento é indicado em casos de insuficiência renal crônica.
O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, também comemorou a notícia. Segundo ele, é um avanço importante para a saúde da região e um ganho significativo para as pessoas que necessitam do tratamento.
“Sabemos de todas as dificuldades e, mesmo sendo um procedimento de alta complexidade, estávamos trabalhando para oferecer uma solução melhor para os nossos pacientes e ficamos felizes que conseguimos”
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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