LUCAS DO RIO VERDE
Lucas do Rio Verde supera meta de alfabetização na rede pública estimada para 2024
LUCAS DO RIO VERDE
Lucas do Rio Verde se destaca, mais uma vez, nos índices de alfabetização do Brasil. De acordo com o Indicador Criança Alfabetizada, o percentual de alunos da rede pública de ensino alfabetizados no município em 2024 é de 73,53%, superando em 6,94 pontos percentuais a meta estipulada pelo Ministério da Educação, de 66,59%.
O índice municipal de 2024 representa um salto 9,53 pontos percentuais em comparação com a edição de 2023, e se posiciona acima das médias estadual (60,59%) e nacional (59,2%). Dessa forma, o município está cada vez mais próximo de atingir a meta de alfabetização estipulada para 2027, de 73,85%.
“A Secretaria de Educação parabeniza e agradece toda a dedicação e empenho dos nossos professores, que têm se esforçado para que as nossas crianças evoluam e avancem na aprendizagem, conquistando o que é seu direito: serem alfabetizadas e, assim, melhor inseridas na sociedade”, declarou a secretária de Educação, Elaine Lovatel.
O Indicador Criança Alfabetizada foi lançado em 2023 pelo Ministério de Educação, em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com objetivo de monitorar o progresso da alfabetização das crianças brasileiras no 2º ano do ensino fundamental. No estado de Mato Grosso, este é calculado a partir das avaliações, do Sistema Avalia MT, conduzidas pelo Estado como parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).
Segundo o padrão nacional de alfabetização, as crianças alfabetizadas são aquelas capazes de ler palavras, frases e textos curtos; localizar informações explícitas em textos curtos (até seis linhas), como em bilhete, crônica e fragmento de conto infantil; inferir informações em textos que articulam linguagem verbal e não verbal, entre outras habilidades.
Uma educação de excelência
De acordo com a Secretaria de Educação, o avanço no índice de alfabetização das crianças luverdenses é resultado de uma série de iniciativas. Dentre elas, está o investimento nas formações continuadas de professores e coordenadores pedagógicos da rede de ensino municipal. Essas têm como objetivo consolidar estratégias de ensino eficazes, fortalecer o planejamento pedagógico e aprofundar conhecimentos sobre alfabetização com base em evidências da neurociência.
Além disso, considerando que uma das dimensões fundamentais da alfabetização é a fluência na leitura, as escolas municipais buscam aplicar regularmente uma audiência de leitura com os alunos.
Dessa forma, os estudantes são preparados para a avaliação de Fluência Leitora, integrada ao Avalia MT. Essa ocorre duas vezes por ano, possibilitando a compreensão do nível de leitura em que as crianças se encontram no início do ano letivo e do avanço até o encerramento das aulas.
Também são realizadas visitas técnicas às escolas, possibilitando a identificação de dificuldades e a implementação de intervenções pedagógicas mais eficazes.
Assim, a gestão municipal celebra os avanços na alfabetização em Lucas do Rio Verde e reafirma seu compromisso em seguir promovendo melhorias contínuas na área da educação.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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