LUCAS DO RIO VERDE
Mês de março se encerra com ações voltadas às mulheres em Lucas do Rio Verde
LUCAS DO RIO VERDE
O mês de março foi marcado por uma série de ações voltadas às mulheres em Lucas do Rio Verde. Durante todo o período, a Secretaria de Assistência Social e Habitação esteve nos bairros, escolas e eventos, levando informação, apoio e orientação.
A programação do mês da mulher teve início no dia 2 de março, com a abertura oficial, e seguiu ao longo de todo o período com diversas ações educativas e preventivas, com foco não só na comemoração, mas também na conscientização, principalmente sobre a violência contra a mulher.
Uma das principais ações foi o projeto “Momento Mulher”, criado pela primeira-dama e secretária da pasta, Janice Ribeiro, que levou rodas de conversa para os bairros. A ideia foi ouvir as mulheres, entender suas dificuldades e orientar sobre onde buscar ajuda.
As escolas também fizeram parte da programação, com conversas com adolescentes sobre respeito, igualdade e prevenção da violência. Também foram realizadas rodas de conversa com servidoras públicas e mulheres da Seciteci.
Um dos momentos mais marcantes foi a festa em comemoração ao Dia da Mulher, realizada no dia 13 de março. O evento, gratuito e aberto ao público feminino, reuniu mais de 1.000 mulheres em uma noite de diversão e reconhecimento. A animação ficou por conta da cantora Taty Farias, que trouxe um repertório diversificado.
Outro ponto importante foi a capacitação de agentes comunitários de saúde, com foco na identificação e acolhimento de casos de violência, com a participação de uma delegada especializada.
Nos CRAS, foram realizadas oficinas sobre sexualidade, saúde íntima e autoestima, além de atividades com crianças, adolescentes e famílias, abordando direitos das mulheres e autonomia. Também houve práticas coletivas, como aulas de yoga, voltadas ao bem-estar das participantes.
Além das ações de conscientização, a Secretaria também investiu na qualificação profissional das mulheres como forma de promover autonomia financeira e romper ciclos de dependência.
Os cursos aconteceram no Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM), espaço voltado à capacitação. A estrutura conta, inclusive, com cozinha equipada para cursos de culinária. Entre as capacitações já realizadas estão cursos de tranças, escova, alongamento de cílios e corte e costura. Também foi realizado um curso de mecânica básica para mulheres, em parceria com a Câmara Municipal.
Outro destaque foi a continuidade de iniciativas voltadas ao protagonismo feminino no agronegócio, como o espaço Show Safra Mulher, que promove debates, palestras e troca de experiências entre produtoras e lideranças femininas.
Para Janice Ribeiro, o mês foi importante para aproximar as ações da população. “O mês de março foi muito importante para nós, com várias ações voltadas às mulheres. É um período em que a gente intensifica esse trabalho, mas ele acontece durante todo o ano. Nosso compromisso é continuar levando informação, apoio e acolhimento para todas”, destacou.
O trabalho de proteção às mulheres no município é feito em conjunto por várias instituições, como Assistência Social, Saúde, Educação e Segurança Pública.
Esse trabalho em rede ajuda a garantir que as mulheres recebam atendimento, orientação e acompanhamento quando precisam.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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