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Mulheres atendidas pelas unidades do Cras fazem exposição de artesanato de páscoa no Paço Municipal

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Quem passa pelo hall do Paço Municipal, em Lucas do Rio Verde, nesta terça-feira (31), encontra muito mais do que uma simples exposição de Páscoa. O espaço está cheio de cor, criatividade e histórias de vida. Mulheres atendidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) estão no local expondo e vendendo artesanatos feitos por elas mesmas. A mostra segue aberta para visitação até amanhã, quarta-feira, dia 1º de abril.

São peças simples, mas feitas com muito carinho, enfeites de Páscoa, lembrancinhas, itens decorativos e até produtos como sabonetes artesanais. Cada detalhe revela o cuidado de quem produziu e, principalmente, a vontade de recomeçar.

Para muitas dessas mulheres, estar ali é mais do que vender, é uma oportunidade de mostrar o próprio talento, muitas vezes escondido.

A professora de artesanato, Mônica Grabia, acompanha de perto esse trabalho e se emociona ao ver o resultado. “Todas as mulheres que estão aqui expondo seus trabalhos, têm uma história de superação, porque as oficinas também são uma terapia e um ponto de encontro para cada uma delas, e elas fazem um trabalho muito lindo, cada peça é uma perfeição, só que poucas pessoas conhecem o trabalho delas, então trazer os produtos pra cá é uma forma de divulgar, de dar mais ânimo pra cada uma, e também é uma fonte de renda pra elas”, contou.

As oficinas onde esses produtos são feitos são totalmente gratuitas. As participantes recebem todo o material necessário, o que facilita o acesso de quem mais precisa, a escolha da Páscoa para a exposição não é por acaso, é uma época em que as vendas aumentam, e isso pode ajudar diretamente no bolso dessas famílias.

A secretária Adjunta de Assistência Social e Habitação, Giselle Belotti, explica que esse momento é pensado com carinho todos os anos.“A Páscoa é sempre um momento especial, onde a gente busca oferecer algo para que elas possam ter uma renda, são mulheres que estão em um momento de vulnerabilidade, mas também de superação. Aqui elas conseguem mostrar o talento que têm e perceber que podem ir além do que imaginam, afirmou.”

Quem tiver interesse em participar das oficinas pode procurar o Cras mais próximo. O serviço é voltado principalmente para quem é atendido pelas as unidades.

Entre as mulheres que estão expondo está Maria Luisa Lins, que encontrou no projeto uma forma de sair do isolamento.“Eu fui no Cras fazer meu cadastro e me convidaram para participar. Eu aceitei porque gosto de artesanato e de estar com outras pessoas, moro a três anos aqui e ficava muito isolada. No grupo, a gente conversa, troca ideias, fala da vida. Isso ajuda muito e muita gente não conhece o meu trabalho ainda. Então isso aqui é um divisor de águas pra mim, a prefeitura abriu as portas e eu estou aproveitando”, afirmou.

A exposição continua aberta no hall do Paço Municipal até o dia 01/04 . Quem passar pelo local pode conhecer os produtos e, se quiser, comprar e ajudar diretamente essas mulheres.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas

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A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.

Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.

Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.

“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.

Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.

A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.

“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.

Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.

“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.

(Foto: Na Cora Coralina)

O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.

“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.

O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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