LUCAS DO RIO VERDE
Prefeitura abre inscrições para Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade
LUCAS DO RIO VERDE
Estão abertas, até 03 de dezembro, as inscrições para o processo seletivo do Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade. A iniciativa é da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria Municipal de Saúde.
São ofertadas seis vagas, sendo quatro de ampla concorrência, uma destinada as pessoas com deficiência (PCD) e outra, as pessoas que se autodeclaram negras ou pardas.
Para se inscrever, os interessados devem preencher o formulário e encaminhar para o e-mail [email protected]. A ficha de inscrição e todas as informações necessárias estão disponíveis no Edital n. 001/2025, no site da Prefeitura de Lucas do Rio Verde.
A prova será realizada no dia 14 de dezembro e os candidatos terão quatro horas para responder a 40 questões sobre as cinco áreas básicas, clínica médica, cirurgia geral, obstetrícia e ginecologia, pediatria e medicina preventiva social.
O resultado final e o edital de homologação serão publicados no dia 09 de janeiro de 2026. As matrículas serão realizadas de 12 a 14 de janeiro e as aulas começam no dia 1º de março.
A supervisora do Programa Dra. Jessika Canabarro explica que residência médica é um processo de especialização, no qual os médicos são capacitados para atuar em áreas específicas.
Este é o décimo processo de seleção, com sete turmas concluídas e duas em andamento. Já foram formados 29 médicos especialistas, com 12 atuando nas unidades básicas de saúde de Lucas do Rio Verde.
“O nosso Programa de Residência Médica foi criado em 2015 e nesses 10 anos, ele se consolidou. Hoje, nós temos preceptores que acompanham o dia a dia dos médicos, auxiliando no aprendizado e garantindo a qualidade do atendimento”, ressalta a supervisora.
Durante o período de formação, o programa oferece aos médicos residentes experiências nas unidades básicas, aulas teóricas e práticas, oficinas e estágios supervisionados em diversos campos de atuação.
O curso tem duração de dois anos. Os aprovados receberão uma bolsa do governo federal no valor de R$ R$ 4.106,09 e um incentivo da Secretaria Municipal de Saúde no valor de R$ 9 mil, totalizando pouco mais de R$ 13 mil mensais.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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