LUCAS DO RIO VERDE
Prefeitura de Sinop entrega Selo Cidesa para produtores e abre portas para vendas em 16 municípios da região
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e em parceria com o Consórcio Internacional de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental Alto Teles Pires (Cidesa), realizou a entrega do Selo Cidesa para duas empresas de Sinop: Marruá Casa de Carnes e Supermercado Campos Novos. Outras seis empresas também já apresentam condições e estão caminhando para o recebimento da validação.
Essa certificação, entregue na manhã de hoje (24), no estande da Prefeitura de Sinop localizado na feira agropecuária Norte Show, garante que os produtos de origem animal dessas empresas locais seguem todas as normas sanitárias, oferecendo mais segurança para a população. Com o Selo Cidesa, empreendedores locais podem comercializar seus produtos em Sinop e em mais 15 municípios da região.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, explicou que Sinop conta com muitas produções alimentícias de alta qualidade, mas que, sem o Selo Cidesa, ficam restritas para expandir as vendas para outros municípios. “Temos muita gente que produz alimentos, mas que não consegue sair de Sinop por não ter um acompanhamento sanitário. Estamos formalizando e auxiliando esses produtores para terem o licenciamento sanitário, para que produtos de Sinop possam ser vendidos em outros municípios. É preciso fazer parte para que seu produto agregue valor na questão sanitária, comercial e, a partir dessa venda para fora, crescer, gerando mais riqueza e renda a quem fabrica”, explicou.
Conforme destacou a médica veterinária da Prefeitura, Graciele Batista, a Secretaria de Desenvolvimento dá total apoio e suporte aos interessados. “Nós damos todas as instruções de como se deve proceder. Temos uma legislação a seguir, mas isso não quer dizer que se torne um processo difícil para o produtor. Nosso objetivo é que a maioria das pessoas tenha o serviço de inspeção regularizado para que possam expandir seus negócios”, afirmou.
Juan Paganotti, sócio-proprietário do Supermercado Campos Novos, falou sobre o apoio que recebeu da Prefeitura nesse processo. “A gente teve uma ajuda primordial da doutora Graci, que acompanhou a gente todo esse tempo, para que a gente conseguisse desenvolver esse trabalho e fazer as adequações para entregar um produto de extrema qualidade ao cliente. A Prefeitura realmente deu um apoio fenomenal para esse processo”, agradeceu.
Já o proprietário da Marruá Casa de Carnes, Rodolfo Pergo, destacou o que representa essa conquista. “Nós já tínhamos o Serviço de Inspeção Municipal, mas agora tivemos um upgrade. Poder negociar com mais 15 municípios traz uma gama de variedades imensa para o comércio. Recebendo um selo desse peso, a gente acredita que a confiança no estabelecimento seja muito maior”, avaliou.
Rosa Frandoloso, secretária executiva do Cidesa, falou sobre o principal objetivo do Consórcio. “Os produtores da agroindústria, que serão certificados hoje, podem ter certeza de que o que eles vendem em um mês, vão vender em uma semana, porque é o que nós temos como exemplo de outros estabelecimentos”.
O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, convocou para que mais empreendedores e pequenos produtores procurem a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e façam a adesão ao Selo Cidesa. “Chamamos os nossos agricultores e comerciantes para que entrem em contato na Sedec, para que possam vender seus produtos no Estado e no Brasil inteiro, por que não? Sinop é um centro de consumo muito grande, mas os outros municípios também podem ter a oportunidade de receber um produto de qualidade, feito aqui na nossa cidade”, concluiu.
Além de Sinop, os outros 15 municípios que constituem o Cidesa são: Cláudia, Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, São José do Rio Claro, Sorriso, Tapurah, União do Sul, Vera e Boa Esperança do Norte.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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