LUCAS DO RIO VERDE
Prefeitura de Sinop inicia curso de defesa pessoal para mulheres com aulas semanais e foco na segurança feminina
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres e da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, iniciou na noite desta quarta-feira (20) as aulas do curso gratuito de defesa pessoal para mulheres. O curso terá aulas semanais durante três meses, com acompanhamento de professor especializado em jiu-jitsu. A primeira turma começou com 18 alunas, com aulas na Escola Municipal de Artes (EMA).
A iniciativa integra o Programa Municipal de Defesa Pessoal para Mulheres, instituído pela Lei Municipal nº 3.569/2025. A legislação autoriza o desenvolvimento de ações voltadas à autodefesa feminina, fortalecimento físico, emocional e social das participantes, além da promoção de atividades educativas e preventivas relacionadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.
A coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres de Sinop, professora Branca, destacou que o município já avalia ampliar o número de vagas devido à grande procura pelo curso. “Iniciamos na Escola Municipal de Artes as aulas de defesa pessoal para as mulheres. Estamos começando com 18 alunas e nós, da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, com apoio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, já pensamos em ampliar as vagas devido à alta procura. As mulheres precisam ter segurança, precisam cuidar da autoestima e também da própria defesa”, afirmou.
A coordenadora também ressaltou que o curso representa uma ação voltada à proteção e valorização das mulheres no município. “O município de Sinop, por meio da Prefeitura e do prefeito Roberto Dorner, demonstra preocupação com a segurança das mulheres. Estamos dando esse passo inicial e também colocando em prática a Lei 3.569 de 2025, sancionada no ano passado, que trata justamente da defesa pessoal para mulheres”, destacou.
O professor de jiu-jitsu Gustavo Trevisan explicou que o curso busca oferecer preparo físico, emocional e técnico às participantes. “Nós já ministramos aulas de jiu-jitsu pela Prefeitura e fomos convidados para desenvolver esse curso de defesa pessoal para mulheres devido aos índices de feminicídio registrados no Brasil. Esse curso possui grande importância porque ajuda as mulheres a inibir agressões e situações de violência”, afirmou.
Gustavo Trevisan também ressaltou que o trabalho desenvolvido durante as aulas vai além das técnicas de defesa pessoal. “Além da prática da defesa pessoal, as participantes também terão fortalecimento físico e emocional, algo muito importante nesse momento. As mulheres precisam estar fortalecidas física e emocionalmente para utilizarem a arte marcial como instrumento de proteção e defesa”, explicou.
A aluna Salete Slovinski afirmou que decidiu participar do curso em busca de mais segurança e conhecimento sobre autodefesa. “Me interessei em fazer esse curso de defesa pessoal porque hoje existem muitos casos de feminicídio no município e em todo o país. Procurei o curso justamente pela questão da autodefesa. Achei muito interessante esse primeiro dia de aula porque nós vamos adquirir conhecimento, aperfeiçoamento e aprender aquilo que realmente buscamos. Pretendo sair daqui com bastante aprendizado no jiu-jitsu”, relatou.
Segundo a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, novas turmas poderão ser abertas nos próximos meses conforme a procura pelo curso.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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