LUCAS DO RIO VERDE
Prefeitura de Sinop inicia implantação do Protocolo Brasil Sem Fome para fortalecer segurança alimentar
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, iniciou a implantação do Protocolo Brasil Sem Fome, iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento das ações de combate à insegurança alimentar e à redução das desigualdades sociais. O pontapé inicial ocorreu durante reunião realizada na última quinta-feira (23), com a participação da equipe técnica da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
A ação contempla cinco municípios de Mato Grosso: Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Barra do Garças. O objetivo é identificar famílias em situação de insegurança alimentar e ampliar o acesso a políticas públicas integradas voltadas à garantia do direito à alimentação.
Durante o encontro, a equipe técnica apresentou o plano de trabalho e as orientações necessárias para implantação do protocolo no município. A proposta prevê atuação conjunta entre diferentes secretarias, como Assistência Social, Saúde, Educação, Agricultura e Desenvolvimento Econômico, com foco em ações coordenadas e permanentes.
Entre as medidas previstas estão a reativação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Consea), a criação da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar em Sinop e a adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). As ações buscam fortalecer a estrutura municipal de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social.
A secretária de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou a importância da adesão e o impacto das medidas para a população. “A Prefeitura de Sinop formalizou a adesão ao Protocolo Brasil Sem Fome, essa importante iniciativa do Governo Federal voltada ao enfrentamento da fome e à redução das desigualdades sociais. Essa adesão reforça o nosso compromisso em garantir o direito à alimentação adequada para a população, especialmente para as famílias em situação de maior vulnerabilidade”, afirmou.
A secretária também detalhou as próximas etapas da implantação e a integração entre as políticas públicas municipais. “A proposta é atuar de forma integrada, envolvendo áreas como assistência social, saúde, educação, agricultura e geração de renda, para identificar e acompanhar as famílias em insegurança alimentar, ampliar o acesso a programas sociais e fortalecer a oferta de alimentos. Sinop foi um dos municípios selecionados, o que demonstra a nossa relevância estratégica nesse processo”, finalizou.
LUCAS DO RIO VERDE
Sinop mobiliza forças para construir plano de enfrentamento à hanseníase com metas e estratégias até 2030
A Prefeitura de Sinop deu um passo estratégico e decisivo no enfrentamento da hanseníase ao promover, na manhã desta terça-feira (28), uma oficina voltada à construção do plano municipal de combate à doença, que balizará as ações do município até 2030. Mais do que um encontro técnico, a iniciativa representou um movimento amplo de mobilização social, reunindo profissionais da saúde, gestores públicos, representantes de movimentos sociais, educação, assistência social e sociedade civil organizada em torno de um objetivo comum: fortalecer a rede de cuidado e transformar a realidade dos pacientes.
Com o tema “Hanseníase: que política municipal queremos construir?”, o encontro, organizado pelo Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), reforçou a importância de um planejamento participativo, baseado na escuta ativa e na integração entre diferentes setores. A proposta foi clara: sair do debate para a ação, com a definição de metas concretas de curto, médio e longo prazo.
O secretário de Saúde, Érico Stevan, falou sobre a importância da oficina e o compromisso da gestão municipal com a humanização dos serviços de saúde. “Estamos discutindo um plano para tratar e enfrentar a hanseníase no nosso município. Sinop, por ser um polo e ter toda a estrutura necessária, realiza essa busca ativa dos pacientes e trabalha para melhorar o atendimento e os serviços prestados. Agora, com a construção desse plano, queremos chegar ainda mais perto do paciente, ouvir a sociedade organizada, os profissionais da área e toda a população de Sinop para entender o que está acontecendo. Essa construção vai ao encontro de um dos pilares da saúde municipal, que é oferecer um atendimento mais humanizado e mais próximo das pessoas”, afirmou.
O coordenador do Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), Márcio de Souza, explicou que o município mantém atenção constante sobre a doença e destacou os objetivos da oficina. “Sinop se destaca há muitos anos no número de casos de hanseníase. Isso não é diferente do cenário estadual e nacional. O objetivo hoje foi reunir diversos segmentos, não apenas da saúde, mas também de outras representações sociais, movimentos sociais, assistência social e educação, para discutir um plano de enfrentamento da doença. Propusemos melhorias relacionadas ao diagnóstico, acompanhamento e desfecho do tratamento junto à população acometida”, disse.
O coordenador também detalhou os encaminhamentos construídos durante o encontro. “Aqui foram construídas ações e metas de curto, médio e longo prazo, além de propostas que envolvem o funcionamento da rede de atenção, as estruturas físicas e os recursos humanos. Discutimos a qualificação do processo de trabalho, a construção de uma rede de enfrentamento e ações que irão contribuir para fortalecer o combate à hanseníase no município”, explicou.
A oficina contou com a presença da diretora nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Vanessa Wagner, que ressaltou a importância da participação da sociedade civil no enfrentamento da doença. “O Morhan é um movimento social de pessoas atingidas pela hanseníase e possui representantes em todo o Brasil. A sociedade civil tem um papel muito importante em relação às cobranças, à fiscalização, às exigências e às propostas de mudanças na realidade do paciente. Esse é o principal papel do movimento social”, pontuou.
Ela também destacou a necessidade de conscientização sobre a doença e o combate ao preconceito. “Nós temos uma história extremamente pesada em relação à hanseníase. No passado, as pessoas eram isoladas da sociedade por falta de informação sobre a doença e o tratamento. Hoje sabemos que a hanseníase tem cura e que não existe necessidade de isolamento, porque, a partir do início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. É importante que a sociedade saiba disso e compreenda que qualquer pessoa pode desenvolver hanseníase, principalmente em Mato Grosso, que é o estado mais hiperendêmico do país”, alertou.
Sinais de alerta
O médico Francisco Specian alertou sobre os principais sintomas e explicou como a doença costuma se manifestar. “A hanseníase é uma doença infectocontagiosa transmitida pelo Mycobacterium leprae. Os principais sinais para que as pessoas procurem uma unidade básica de atendimento ou um centro de referência são dores pelo corpo, de maneira generalizada, tanto nos braços quanto nas pernas. Essas dores são contínuas, não se resolvem com medicamentos anti-inflamatórios ou analgésicos e, automaticamente, a pessoa passa a ter formigamento nas mãos e nos pés, além de perda de força, principalmente nas mãos e nos pés, que são as extremidades”, afirmou.
O médico também detalhou as características mais avançadas da doença e orientou sobre a necessidade de diagnóstico e tratamento. “Ao mesmo tempo, surgem manchas na pele. Essas manchas podem variar desde manchas hipocrômicas claras até manchas um pouco mais escuras, mas com uma característica única: elas perdem a sensibilidade naquele local específico. Então, isso já caracteriza um caso mais avançado da doença, no qual a pessoa, com certeza, tem hanseníase e deve procurar atendimento e diagnóstico nas nossas unidades básicas de saúde ou no nosso centro de referência. Existe todo um fluxo de atendimento para, então, realizar o tratamento, porque a hanseníase tem tratamento e tem cura”, explicou.
Como buscar ajuda
O coordenador do Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), Márcio de Souza, explicou como funciona a rede municipal de acolhimento aos pacientes. “A nossa porta de entrada principal são as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Qualquer cidadão que tenha sinais e sintomas da doença pode procurar uma unidade básica, onde deve ser acolhido, orientado e avaliado em relação à hanseníase. Caso a pessoa deseje buscar mais informações, também pode procurar diretamente o Centro de Referência. O município de Sinop possui, desde 2007, um centro de referência municipal que acolhe não apenas os moradores da cidade, mas também pacientes de toda a região”, disse.
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