LUCAS DO RIO VERDE
Prefeitura de Sinop reforça importância da vacinação como principal forma de prevenção à meningite
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça à população a importância de manter o calendário vacinal atualizado como principal forma de prevenção contra a meningite, especialmente diante dos casos confirmados recentemente no município, inclusive com evolução para óbito.
A meningite bacteriana é considerada uma doença grave, com risco de complicações, sequelas e até óbito. No entanto, conforme explica o médico pediatra Rodrigo Batista, a doença não apresenta rápida disseminação na população, o que afasta, neste momento, qualquer cenário de surto.
“A meningite bacteriana, em geral, não se espalha de forma rápida pela cidade. O maior cuidado deve ser com pessoas que tiveram contato próximo com o paciente. Por isso, é importante tranquilizar as famílias e evitar alarde desnecessário”, destaca o pediatra.
O médico ressalta que a atenção deve estar voltada, principalmente, à identificação precoce dos sintomas. Entre os sinais de alerta estão febre alta, vômitos persistentes, dor de cabeça intensa, rigidez na região do pescoço e sonolência excessiva, fora do padrão habitual. “Esses são os sintomas que realmente indicam a necessidade de procurar atendimento de urgência. Fora disso, não há motivo para buscar atendimento sem a presença desses sinais”, orienta.
Rodrigo Batista destaca que a meningite é uma doença prevenível e que a vacinação é a forma mais eficaz de proteção. “A grande vantagem é que hoje temos vacina disponível. Por isso, nossa principal recomendação é que crianças, adolescentes e até adultos com vacinas em atraso procurem as unidades de saúde para atualizar o cartão vacinal. Essa é a maneira mais segura de evitar que a doença continue circulando”, enfatiza.
A Secretaria de Saúde destaca que o município segue o calendário vacinal do Ministério da Saúde, com doses disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Nós seguimos o calendário do Plano Nacional de Imunização (PNI) e temos conseguido atender a população regularmente. É válido ressaltar que o setor de imunização tem criado estratégias para aumentar a cobertura, como a realização de ações itinerantes, e temos percebido uma crescente procura pelos imunizantes disponíveis, inclusive contra a meningite”, explicou o coordenador de Imunização, João Breganó.
Breganó ressalta ainda que o município tem registrado, nos últimos anos, uma baixa na procura e atualização da caderneta de vacinas. “Há pelo menos quatro anos temos registrado uma queda na procura por vacinas, o que possibilita o aumento de doenças que eram consideradas erradicadas no Brasil. No ano passado, conseguimos perceber um aumento na cobertura, mas ainda abaixo da meta preconizada pelo Ministério da Saúde (MS). É importante ressaltar que manter todas as vacinas em dia é garantia de saúde e imunização contra doenças graves, inclusive a meningite”, esclareceu.
Situação controlada no município
A Prefeitura de Sinop reforça que a situação está sendo monitorada de perto pelas equipes de saúde, com adoção de todas as medidas necessárias, incluindo o rastreamento de contatos próximos aos casos confirmados.
“O quadro está controlado. O município tem atuado rapidamente na identificação e acompanhamento das pessoas que tiveram contato, justamente para evitar qualquer possibilidade de disseminação. Não há motivo para alarde, pois não se trata de uma doença com rápida propagação”, completa o pediatra.
A orientação é que a população mantenha a calma, siga as recomendações das autoridades de saúde e busque as unidades apenas em caso de sintomas ou para atualização da vacinação.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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