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Prefeitura e Sebrae buscam integração da agricultura familiar no turismo rural de Sinop

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, em parceria com o Sebrae, realiza ações para integração da agricultura familiar ao turismo rural no município. A proposta é transformar a produção local em experiências turísticas capazes de gerar renda, fortalecer pequenos produtores e ampliar os atrativos turísticos.

Um dos exemplos desse trabalho é a parceria desenvolvida junto à Cooperativa de Agricultura Familiar de Sinop (Cooperafs), que está recebendo apoio técnico para estruturar produtos e preparar os produtores para futuras experiências turísticas.

A consultora em turismo do Sebrae, Amanda Maciel, explica que o objetivo é agregar valor à produção rural e inserir os agricultores dentro da cadeia turística do município. “A gente pensa em agregar a agricultura de Sinop ao turismo e fortalecer essa cadeia produtiva, melhorando também a renda dessas famílias. Muitas vezes o produtor fica restrito apenas à produção e à venda para atravessadores. O turismo pode abrir novas oportunidades”, destacou.

Segundo Amanda, antes da inserção efetiva no turismo, o Sebrae realiza um processo de assessoria técnica para qualificação dos produtos. “Nós estamos dialogando com a cooperativa desde o final do ano passado, pensando nessa possibilidade. Mas, antes disso, é necessário prestar assessoria para melhoria dos produtos, dos rótulos e da apresentação comercial”, explicou.

Ela afirma que Sinop possui potencial para desenvolver um novo produto turístico ligado diretamente à agricultura familiar. “Existem exemplos muito bem-sucedidos em Mato Grosso, como o projeto ‘É de Livramento’, em Nossa Senhora do Livramento, onde o turismo foi fortalecido justamente a partir da agricultura familiar”, pontuou.

Amanda também destaca que produtos artesanais e derivados podem se transformar em atrativos para os visitantes. “Muitos produtos podem ser agregados à produção associada, como doces, queijos e outros itens que despertam o interesse do turista e que ele pode levar para casa como experiência daquela visita”, afirmou.

A diretora de Turismo, Leidiane Viegas, ressalta que o município já desenvolve um trabalho contínuo de identificação e acompanhamento dos empreendedores rurais interessados em atuar no turismo. “O cadastro de atrativos turísticos rurais continua aberto e é um trabalho permanente. Nós já atuamos com vários empreendedores e agora o Sebrae chega, mais uma vez, para fortalecer essa estruturação junto à cooperativa e preparar esse segmento para futuramente integrar o turismo”, explicou.

Viegas acrescentou outras iniciativas já desenvolvidas pela Prefeitura, como o programa Mulheres do Campo, realizado no assentamento Wesley Manoel dos Santos. “O programa busca mostrar para essas mulheres que, aquilo que elas produzem e desenvolvem no campo, também está diretamente ligado à atividade turística e pode gerar novas oportunidades de renda”, afirmou.

Leidiane reforça que a agricultura familiar possui forte presença no município e pode desempenhar papel importante no desenvolvimento do turismo rural. “Sinop respira a agricultura familiar. Hoje nós temos aproximadamente 600 pequenas propriedades no entorno do município. Isso demonstra o tamanho do potencial que existe para integrar produção rural, turismo e geração de renda”, concluiu.

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Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas

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A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.

Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.

Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.

“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.

Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.

A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.

“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.

Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.

“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.

(Foto: Na Cora Coralina)

O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.

“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.

O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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