LUCAS DO RIO VERDE
Projeto A Fome Não Espera entrega 250 cestas básicas para famílias atendidas pelos CRAS Boa Esperança e Palmeiras
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, realizou no último sábado (23) o repasse de 250 cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social atendidas pelos Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Boa Esperança e Palmeiras. Os alimentos foram arrecadados pelo projeto social A Fome Não Espera. A entrega ocorreu no CRAS Boa Esperança e reuniu famílias contempladas, organizadores do projeto social e parceiros da iniciativa.
O projeto A Fome Não Espera atua há mais de cinco anos na arrecadação e distribuição de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa conta com apoio da Prefeitura, de empresários, voluntários e doações da comunidade.
A secretária municipal de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou que a parceria entre o projeto social e a rede de assistência do município contribui para garantir que os alimentos cheguem às famílias que mais necessitam. “É uma parceria que já vem dando certo desde o início do projeto. O principal objetivo é que essa cesta chegue à mesa das famílias mais vulneráveis. Por isso a entrega acontece aqui no CRAS, porque as equipes conseguem analisar cada situação e identificar quem realmente precisa desse atendimento”, afirmou.
Sinéia Abreu também ressaltou o trabalho desenvolvido pelos organizadores do projeto social e a importância da união entre sociedade civil e assistência social. “Essa parceria dá certo porque existe dedicação das pessoas envolvidas no projeto. A dona Eugênia realiza um trabalho muito importante na arrecadação das cestas e nós ajudamos na organização da entrega através da assistência social. No final, quem realmente é beneficiado é a população mais vulnerável e isso é o mais importante”, destacou.
Uma das idealizadoras do projeto, Palmeira Moretti, explicou que a iniciativa surgiu há cinco anos e hoje alcança diversos municípios de Mato Grosso. “O projeto existe há cinco anos. Foi criado pela dona Eugênia, que na época era minha aluna de Serviço Social, e esse projeto foi uma bênção na vida dela. Hoje nós já estamos na sétima edição e continuamos com o objetivo de arrecadar cestas básicas para as famílias carentes do nosso município com apoio dos empresários e da população em geral”, afirmou.
Outro idealizador do projeto, Ranieder Rocha, afirmou que a ação já alcançou milhares de famílias ao longo dos últimos anos. “Nesta edição, serão doadas mais de 500 cestas básicas para a sociedade ao todo. O projeto permanece ativo há mais de cinco anos e, ao longo desse período, já arrecadou mais de 15 mil cestas básicas. Mais uma vez conseguimos chegar a mais uma edição e beneficiar a população dessa forma”, destacou.
Além de Sinop, o projeto A Fome Não Espera já alcança municípios de diferentes regiões de Mato Grosso. A iniciativa também chegou ao estado do Pará e possui previsão de implantação no Distrito Federal nos próximos meses.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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