LUCAS DO RIO VERDE
Projeto da Escola Municipal Cecília Meireles transforma ensino de inglês com experiências lúdicas e culturais
LUCAS DO RIO VERDE
Na Escola Municipal Cecília Meireles, de Lucas do Rio Verde, aprender inglês tem deixado de ser apenas uma disciplina para se tornar uma experiência de descoberta. Com o apoio da Secretaria de Educação, o projeto “Everyday English Course” oportuniza que os alunos aprendam o idioma de uma maneira diferente — lúdica, mais próxima do cotidiano e que amplia o conhecimento sobre a cultura e os costumes dos países de língua inglesa.
A proposta pedagógica surgiu do sonho da professora Jane Ravagnani de dar aos estudantes da escola municipal aquilo que ela mesma não teve na infância: a chance de aprender uma nova língua e ampliar seus horizontes.
“É um projeto muito importante, sobretudo porque permite que essas crianças tenham acesso ao universo da língua inglesa, algo que, muitas vezes, é restrito a famílias com maior poder aquisitivo. Hoje, sabemos que o inglês abre portas para o futuro delas. Quando surgiu a oportunidade de dar aulas em Lucas do Rio Verde, senti um apoio diferenciado do prefeito, da secretária de Educação e do gestor da escola, que viabilizaram a carga horária e os recursos necessários para que o projeto se tornasse realidade”, destacou a professora responsável pelo projeto, Jane Ravagnani.
Diferentemente das aulas regulares, voltadas principalmente para a gramática, as atividades do projeto buscam despertar o interesse genuíno pelo idioma e preparar os alunos para usá-lo em situações reais do dia a dia. Para isso, os estudantes participam de simulações de cenários que exploram como fazer um pedido em uma sorveteria, em um restaurante ou realizar compras no mercado, entre outras habilidades.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Além disso, com o propósito de ampliar o conhecimento cultural dos estudantes, são realizadas chamadas de vídeo com brasileiros que vivem em países de língua inglesa. Dessa forma, os alunos podem conhecer suas experiências, assim como o cotidiano, a cultura e os costumes desses países.
“A atividade que eu mais gostei foi o Supermarket, quando a gente montou um supermercado de brinquedo. Nela, aprendemos os nomes dos produtos de limpeza e das comidas em inglês. É muito importante aprender essas situações que podem acontecer em uma viagem. Eu, por exemplo, sonho em conhecer a Disney, e lá a gente precisa saber falar inglês”, contou a aluna Isabel Cruz.
O aluno Gustavo Castro, de 13 anos, contou que tem aprendido muito com o projeto e que o inglês pode ser essencial para o seu futuro no atletismo. “Eu pratico atletismo, então posso ter várias chances de viajar para fora do Brasil. Para mim, o inglês é maravilhoso, porque abre muitas oportunidades. E eu já aprendi bastante com o projeto.”
Para tornar o aprendizado ainda mais divertido, a professora sugere, ainda, vídeos, jogos on-line, brincadeiras e tarefas de casa. Cada tarefa concluída rende unidades de “Ceci Dólar”, que os alunos podem acumular ao longo do ano e trocar por brindes especiais no encerramento do ano letivo, como pequenas recompensas por toda a dedicação e empenho.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Iniciativas como esta, promovida pela Escola Municipal Cecília Meireles, vão além do ensino da língua inglesa: elas ampliam horizontes, democratizam oportunidades e fortalecem competências essenciais para a vida dos alunos. Ao proporcionar que as crianças e adolescentes luverdenses tenham acesso a experiências significativas de aprendizado, a gestão municipal e a Secretaria de Educação reafirmam seu compromisso de prepará-los para um futuro promissor, repleto de possibilidades e conquistas.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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