LUCAS DO RIO VERDE
Projeto da Escola Municipal Prof. Marcelino E. Dutra estimula alunos a vivenciarem o empreendedorismo
LUCAS DO RIO VERDE
Na Escola Municipal Prof. Marcelino Espíndola Dutra, de Lucas do Rio Verde, os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental estão descobrindo o universo dos negócios e se tornando pequenos empreendedores por meio do projeto “Empreendedorismo e Educação Financeira”, que é desenvolvido ao longo do ano com apoio da Secretaria de Educação.
“Nosso projeto de empreendedorismo é uma jornada que vai muito além da sala de aula, desenvolvendo competências essenciais para a vida dos estudantes. Por meio deste, eles puderam refletir sobre o esforço e a dedicação das famílias para garantir o sustento. Demonstrando ainda, que o empreendedorismo pode ser desenvolvido em qualquer idade e em diferentes talentos”, explica a professora Dirce da Silva.
Tudo começa em sala de aula, onde os estudantes têm a oportunidade de conhecer, de forma simples, os conceitos fundamentais da vida financeira, como dinheiro, consumo consciente, economia doméstica, sustentabilidade, orçamento, poupança, lucro, despesa e investimento. A cada aula, os professores mostram às crianças que essas noções fazem parte do dia a dia e que aprender a lidar com elas desde cedo faz toda a diferença.
Em seguida, é hora de colocar todo esse conhecimento em prática. Para isso, a escola promove feiras mensais, nas quais as turmas organizam a venda de alimentos, preparados com apoio das famílias, além de brinquedos e roupas arrecadadas pela comunidade escolar.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
É por meio desta vivência que os estudantes se tornam pequenos empreendedores, aprendendo a precificar produtos, calcular e gerenciar despesas e lucros, além de realizar o planejamento financeiro. Mais do que habilidades ligadas às finanças e ao empreendedorismo, os alunos desenvolvem valores como responsabilidade, cooperação, solidariedade, ética, empatia e autonomia.
“O projeto contribuiu para o nosso desenvolvimento, ampliou nosso conhecimento, melhorou a comunicação entre os colegas e ajudou no aprendizado sobre dinheiro e matemática. Também aprendemos sobre empatia, para que possamos ajudar uns aos outros”, relatou a aluna Helena Bellini.
(Foto: Ascom Prefeitura/Camilly Barros)
“Eu aprendi a dar troco e a somar dinheiro. Como as pessoas hoje em dia não usam muito o dinheiro em papel, isso foi muito importante, tanto para o meu aprendizado quanto para todos que participaram da feirinha”, contou a aluna Lara Rossini.
O dinheiro arrecadado é destinado a uma conta bancária coletiva que, mais tarde, será utilizado para organizar uma confraternização das turmas e para a compra de materiais escolares para o próximo ano letivo. No momento da compra, os alunos terão, mais uma vez, a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, pesquisando preços, fazendo escolhas conscientes e planejando o uso dos recursos economizados.
A iniciativa desenvolvida pela Escola Municipal Prof. Marcelino E. Dutra reafirma o compromisso da gestão municipal e da Secretaria de Educação em promover uma formação integral, que vai além dos conteúdos tradicionais, e prepara os estudantes para enfrentar os desafios da vida real. Ao implementar projetos que estimulam a autonomia, o empreendedorismo e a educação financeira, a escola contribui para a formação de cidadãos mais responsáveis, conscientes e preparados para o futuro.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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