LUCAS DO RIO VERDE
Projeto desenvolvido na UBS Jacarandás vence Prêmio Unesin Excelências Científicas
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), venceu a categoria “Extensão – Prestação de Serviços” do Prêmio Unesin Excelências Científicas, a partir do projeto “De olho na Hanseníase”, desenvolvido na UBS Jacarandás há cerca de 15 anos.
A professora da UFMT e coordenadora do projeto, Rosângela Masochini, recebeu o prêmio na manhã desta terça-feira (21) e falou sobre o objetivo da iniciativa. “Esse projeto visa ao diagnóstico precoce das pessoas que apresentam sintomas e sinais da hanseníase. Esse é um projeto de extensão da UFMT, que visa levar o acadêmico precocemente para o atendimento diretamente ao paciente. A gente atende os pacientes na UBS Jacarandás, fazendo a avaliação dermatoneurológica, identificando sinais e sintomas e realizando o diagnóstico precoce dessa pessoa, porque a hanseníase não leva a óbito, mas deixa sequelas”, explicou.
Rosângela também destacou que esse reconhecimento vai além do recebimento de um troféu. “Estamos felizes com o prêmio, mas mais felizes ainda pela visibilidade, neste momento, a todos os pacientes acometidos de hanseníase. Essa ainda é uma doença considerada negligenciada, então precisamos, sim, estar falando de hanseníase. É mais que uma parte simbólica de um prêmio, é uma conquista nossa de dar visibilidade para essa doença que ainda é negligenciada no nosso Brasil”, acrescentou.
O prefeito Roberto Dorner lembrou da Lei Complementar nº 210/2023, que dispõe sobre mecanismos de incentivo à atividade tecnológica e de inovação realizados por organizações e cidadãos, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável econômico, social e ambiental, juntamente com a melhoria dos serviços públicos municipais. “Em 2023 foi aprovada essa lei, que visa estimular e desenvolver a parte de pesquisas e desenvolvimento tecnológico em Sinop. E a Unesin, que abrange todas as entidades, fez essa premiação para incentivar as tecnologias e para crescermos, cada vez mais, com a ciência, com a sabedoria. Nós estamos aqui em Sinop fazendo o melhor para a nossa cidade”, pontuou.
Paulinho Abreu, vice-prefeito, destacou a atenção que o município vem dando ao desenvolvimento de tecnologias e inovações. “Sinop vem do extrativismo, da agricultura, da pecuária, agora migrando para inovação e tecnologia. É uma cidade moderna, aproveitando nossos universitários na área da saúde, principalmente. Com isso, a Prefeitura pode usufruir dessas parcerias para a população, como é o caso de hoje desse projeto da hanseníase, que já atua na UBS. A Prefeitura é parceira das entidades, das universidades, das empresas, que têm investido em projetos científicos como esse, que venham a trazer melhorias na área da saúde para a população de Sinop”, declarou.
Durante a cerimônia, a União das Entidades de Sinop (Unesin) também concedeu à Prefeitura de Sinop um troféu de Homenagem Especial, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido no município em parceria com as entidades frente ao desenvolvimento científico. “A Prefeitura tem trabalhado muito no incentivo à inovação, ciência e tecnologia. Aqui se pode mostrar que, além de grãos, soja e milho, exportamos muito mais que isso, a exemplo da empresa SpectraX, que recebe o prêmio maior e já atende o mundo todo. A Prefeitura está sempre presente, participando, desde a infraestrutura para que isso possa acontecer. Nosso prefeito Roberto Dorner e o vice Paulinho não têm medido esforços para que a gente possa ter a nossa cidade em destaque nacional. A Prefeitura, as entidades, a Norte Show e todos os envolvidos fazem a diferença para que Sinop seja conhecida mundialmente”, apontou o secretário de Governo, Klayton Gonçalves.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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