LUCAS DO RIO VERDE
Protagonismo: Lucas do Rio Verde debate segurança na aviação agrícola com apoio da Prefeitura
LUCAS DO RIO VERDE
Teve início nesta sexta-feira (24), em Lucas do Rio Verde, o seminário sobre aviação agrícola que marca a programação da Semana do Aviador. O evento, realizado na Fundação Rio Verde, conta com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, e reúne especialistas, produtores, pilotos, autoridades ligadas ao setor e sociedade.
Durante a abertura, o vice-prefeito Joci Piccini destacou a importância de o município sediar um encontro que fortalece o papel da aviação agrícola no agronegócio e promove a troca de conhecimento sobre tecnologia e segurança operacional.
“Hoje começa uma história aqui. O que estamos fazendo é construir uma referência para o estado e para o Brasil. Essa iniciativa é muito importante e mostra que estamos no caminho certo ao reunir tantos profissionais em torno de boas práticas e inovação. A aviação agrícola é uma ferramenta essencial, que traz segurança e eficiência nas aplicações e evita perdas nas lavouras. É o meio mais preciso e ágil que temos no campo”, destacou o vice-prefeito.
Joci ressaltou ainda que a Fundação Rio Verde e o poder público caminham juntos na promoção de conhecimento e no incentivo à tecnologia aplicada ao agronegócio.
“A Fundação tem um papel fundamental: criar oportunidades para toda a cadeia produtiva e fortalecer as boas práticas agrícolas. Essa parceria com o poder público é o que torna possível levar o conhecimento técnico e a inovação até o campo”, complementou.
Joci também aproveitou o momento para reforçar a importância da responsabilidade ambiental e da segurança nas operações.
“A aviação agrícola exige respeito e atenção. É uma atividade que não dá segunda chance, por isso precisa ser feita com técnica, prudência e respeito ao meio ambiente. Esse é o caminho para continuar construindo um município que se desenvolve com sustentabilidade e tecnologia”, afirmou.
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, também participou da abertura e conduziu um dos painéis técnicos do evento. Ele destacou o papel da Secretaria no fortalecimento da atividade, que é essencial para o agronegócio de Lucas do Rio Verde e de toda a região.
“Hoje, na Semana do Aviador, participamos de um painel na Fundação Rio Verde, juntamente com o Ministério da Agricultura (MAPA), o Instituto de Defesa Agropecuária (INDEA), o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Senar e outros, para tratar sobre regulamentação e fiscalização dessa importante atividade econômica. Sabemos que a aviação agrícola exerce um papel fundamental no desenvolvimento de diversas estruturas do município, da região e do estado. Por isso, é essencial falar sobre suas vertentes, desmistificar questões relacionadas à fiscalização e esclarecer o papel das entidades que dão suporte a essa atividade”, explicou.
“Foi um momento bastante produtivo, com muita interação e participação do público, em que pudemos discutir os desafios e as oportunidades da aviação agrícola com diversos atores que fazem parte dessa cadeia econômica”, completou Palis.
Com dois dias de programação, diversos parceiros e cerca de 300 inscritos no primeiro dia, o evento aborda temas como segurança operacional, uso de drones na pulverização, fatores humanos em acidentes e boas práticas ambientais, consolidando Lucas do Rio Verde como referência regional em tecnologia e inovação no agronegócio.
O evento segue hoje com paineis técnicos e amanhã, no período matutino, aberto ao público no aeródromo da Fundação Rio Verde.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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