LUCAS DO RIO VERDE
Rede de enfrentamento à violência doméstica apresenta resultados e define novas ações em Lucas do Rio Verde
LUCAS DO RIO VERDE
A Secretaria de Assistência Social e Habitação de Lucas do Rio Verde reuniu, nesta sexta-feira (31), representantes da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica para apresentar resultados das ações realizadas até o mês de agosto e discutir novas estratégias de prevenção e proteção às mulheres. O encontro ocorreu em um momento de forte comoção, após o registro de mais um caso de feminicídio no município, ocorrido na última quarta-feira (29).
Participaram representantes da Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal, do Comitê Mulher Sicredi, da Escola Técnica Estadual (CETT), além de entidades como a Associação de Mulheres em Busca de Cidadania e demais lideranças comunitárias e civis engajadas na causa.
Durante o encontro, a primeira-dama e secretária de Assistência Social e Habitação, Janice Ribeiro, reiterou que o Município tem investido em políticas públicas voltadas à prevenção e acolhimento das vítimas. Ela lembrou a criação do Núcleo de Atendimento às Mulheres, o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha e a atuação conjunta com a Guarda Municipal e demais forças de segurança. “A Prefeitura está 24 horas pensando em políticas que façam a diferença. É um processo contínuo, que exige tempo e engajamento de toda a sociedade. Com a união de esforços conseguiremos reduzir esse problema tão grave que é a violência no nosso país”, afirmou.
(Foto: Ascom Prefeitura/Maiza Santos)
A secretária também destacou a importância da denúncia e do uso dos mecanismos de proteção disponíveis. “As mulheres precisam buscar ajuda e utilizar os instrumentos que temos, como a medida protetiva e o botão do pânico, que já ajudaram a salvar vidas em nosso município”, reforçou.
Além disso, Janice enfatizou que a independência financeira é um passo essencial para romper ciclos de violência. “No CRAM estamos oferecendo cursos profissionalizantes e pensando em novas qualificações para que as mulheres possam cuidar de suas vidas sem depender de seus agressores. Queremos que homens e mulheres andem juntos, mas com respeito e autonomia”, completou.
A coordenadora de Desenvolvimento Social da Escola Técnica Estadual, Adriana Camargo, destacou a importância de trabalhar a conscientização desde cedo, dentro das escolas. “Temos o programa Mulheres Mil para fortalecer as mulheres, mas entendemos que é muito importante trabalhar os jovens, principalmente os meninos, para que se tornem homens que respeitam as mulheres. Estamos levando essa discussão para dentro das disciplinas e ampliando os cursos em todas as escolas de ensino médio”, explicou.
Representando o Legislativo, a vereadora Débora Carneiro, presidente da Procuradoria da Mulher, reforçou a necessidade de atuação conjunta. “Precisamos sair do comum e atuar com mais força nessa questão. Lucas do Rio Verde vive um momento triste, mas também de aprendizado. Não é cada um trabalhando na sua caixa, é todo mundo junto. É assim que se faz segurança pública”, ressaltou.
O setor privado também marcou presença. A arquiteta Michele Dresch, representante do Comitê Mulher Sicredi, destacou o papel do cooperativismo no empoderamento feminino. “O Sicredi disponibiliza uma plataforma com diversos cursos para capacitar mulheres. Nosso objetivo é torná-las protagonistas e líderes dentro das comunidades. Participar dessas ações é uma forma de levar fortalecimento e conhecimento para mais pessoas”, afirmou.
Durante o encontro, a equipe da rede apresentou um balanço das principais ações desenvolvidas ao longo do Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher. E apresentou as próximas ações que serão realizadas, entre elas estão a cartilha “Rompendo o Silêncio”, o bazar beneficente, a palestra “Empreendedorismo Digital e Autoestima” com Maysa Leão, além de novas parcerias, incluindo capacitações com motoristas de aplicativo e o projeto “Salão da Lena”, que promoverá diálogos com homens sobre prevenção à violência doméstica.
O encontro foi encerrado com o compromisso das instituições de manter a Rede de Enfrentamento ativa e integrada, reforçando o engajamento coletivo em defesa da vida e dos direitos das mulheres em Lucas do Rio Verde.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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