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Referência no estado: Lucas do Rio Verde avança e atinge 67,8 km de ciclovias e ciclofaixas

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Um levantamento recente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade apontou que Lucas do Rio Verde alcançou 67,87 km de ciclovias e ciclofaixas, consolidando-se como referência em infraestrutura para ciclistas e pedestres. Dados do Censo 2022 do IBGE (tabela Sidra 9583) mostram que, proporcionalmente, o município lidera em Mato Grosso entre as cidades com mais de 50 mil habitantes, com 6,86% do total de vias sinalizadas para bicicletas, seguido por Nova Mutum (5,69%), Várzea Grande (2,95%), Sorriso (2,02%) e Sinop (1,66%).

O número reforça o trabalho da Prefeitura voltado para incentivar práticas saudáveis, como caminhadas, corridas e o ciclismo, além de contribuir diretamente para a qualidade de vida dos luverdenses. As vias exclusivas oferecem mais segurança, conforto e opções de lazer, promovendo um ambiente urbano voltado não apenas para veículos, mas também para as pessoas.

A manutenção e conservação das ciclovias e ciclofaixas são realizadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e departamento de trânsito, que se dedicam à sinalização, ao asfaltamento e à melhoria constante dessas estruturas. O objetivo é garantir vias de qualidade, que incentivem ainda mais o uso por quem prefere se deslocar a pé ou de bicicleta.

Cenário brasileiro é bem diferente

Enquanto Lucas do Rio Verde avança, o Brasil ainda mostra números preocupantes. Dados do Censo 2022 do IBGE revelam que mais da metade dos municípios brasileiros (54,1%) — o equivalente a 3.012 cidades — não possuem nenhum trecho sinalizado para bicicletas. Além disso, apenas 1,9% da população do país vive em locais com ruas que contam com ciclovias, ciclorrotas ou ciclofaixas, índice que o próprio instituto classificou como baixo, indicando a predominância das vias destinadas aos veículos automotores.

Na última semana, o prefeito Miguel Vaz, que está licenciado, ressaltou a importância dos investimentos em infraestrutura que incentivem hábitos saudáveis e ampliem as opções de mobilidade no município.

“É importante ressaltar que as ciclovias e ciclofaixas beneficiam não apenas os ciclistas, mas também aqueles que apreciam a prática de caminhada e atividades físicas. Nossa cidade possui uma tradição consolidada de utilização desses espaços para a prática de esportes e exercícios. Essa realidade é muito positiva, e para mim foi uma grata surpresa constatar que somos um dos municípios com maior extensão, e o primeiro no estado de Mato Grosso. Isso nos incentiva a continuar investindo, pois contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.”

O vice-prefeito e prefeito em exercício, Joci Piccini também enfatizou o papel das ciclovias na vida das pessoas.

“Essa é uma atividade para as pessoas, para trazer uma melhor qualidade de vida, e mostra que o Município está enxergando, olhando também para que as pessoas se sintam bem, depois de muito trabalho, se construindo como uma referência e também para que as pessoas tenham longevidade e saúde. O custo dela não se refere a nada do bem que ela traz e daquilo que ela vai fazer de bom para as pessoas. A gente tem que fazer e, com certeza, nós sempre estaremos apoiando isso.”

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas

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A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.

Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.

Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.

“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.

Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.

A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.

“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.

Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)

Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.

“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.

(Foto: Na Cora Coralina)

O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.

“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.

O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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