LUCAS DO RIO VERDE
Rumo à universalização: Saae dá início às obras de rede de esgoto em dois bairros de Lucas do Rio Verde
LUCAS DO RIO VERDE
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) deu início, nesta terça-feira (11), a mais uma etapa das obras de esgotamento sanitário em Lucas do Rio Verde, com o objetivo de avançar na universalização do serviçoem toda a cidade. A obra contempla aproximadamente 15 quilômetros de rede e será executada pelo Saae, com apoio da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Obras.
Os bairros atendidos serão o Parque das Araras e o Jardim Cerrado, com implantação de rede coletora, além de 996 metros de linha de recalque e 1.609 ligações domiciliares.
O lançamento das obras aconteceu no Parque das Araras, com a presença do prefeito Miguel Vaz, do diretor do Saae, Paulo Nunes, do secretário de Governo, Alan Togni, do secretário de Infraestrutura e Obras, Gilson Firmino e do secretário de Saúde, Wellington Souto. Também estiveram presentes servidores e equipe técnica do Saae, vereadores e imprensa.
O prefeito destacou que o início das obras representa um importante investimento do município em infraestrutura, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde da população.
“É uma obra que causa um pouco de transtorno durante a execução, mas é fundamental, especialmente para a qualidade de vida e para a saúde pública do nosso município”, destacou Miguel Vaz.
Atualmente, Lucas do Rio Verde conta com aproximadamente 50% de cobertura de rede e tratamento de esgoto. Nesta nova etapa, serão implantados cerca de 15 quilômetros de rede, ampliando o atendimento na região sul da cidade.
Paralelamente à implantação da rede, o Município também está investindo na estrutura de tratamento. A construção das lagoas de tratamento permitirá receber o esgoto coletado nessa região, que integra uma das duas áreas de tratamento existentes no município.
Segundo o prefeito, o planejamento considera também o crescimento urbano e a expansão dos bairros da região.
“Estamos pensando no futuro dessa região, contemplando todo o crescimento desses bairros, que poderão ter, em breve, toda essa rede e o tratamento de esgoto implantados. É um grande avanço para Lucas do Rio Verde e um avanço nesse setor que poucos municípios no Brasil estão conseguindo fazer”, afirmou.
O diretor do Saae destacou que o projeto será executado pela autarquia, com a participação das equipes técnica e operacional e o apoio da Secretaria de Infraestrutura e Obras.
“Nós conseguimos, nesse período, adquirir maquinários novos para iniciar essas obras e realmente dar sequência o mais rápido possível. Claro que temos o período de chuva e algumas situações que acontecem durante o percurso, mas a ideia é fazer o mais rápido possível e entregar uma obra de qualidade”, disse.
O Saae também pede a colaboração dos moradores dos bairros atendidos, já que a execução dos serviços pode gerar transtornos temporários.
“Pedimos a paciência e também a colaboração das pessoas que serão beneficiadas com essa obra. A gente sabe que gera transtornos: temos que abrir valetas, e isso gera poeira porque é necessário fazer a compactação, tem lama. Mas a nossa ideia é trabalhar com o secretário Urso para que possamos fazer uma obra rápida e bem-feita, causando o menor transtorno possível para a população”, explicou.
Os representantes dos dois bairros comemoraram o início das obras de esgotamento sanitário e destacaram os benefícios que a implantação da rede deve trazer para os moradores.
“Eu acho que é de extrema importância. Mais uma vez, esgoto é saúde, é qualidade de vida. Então, estamos muito felizes e gostaríamos, de fato, de agradecer ao Poder Público por ter tido essa visão da questão do esgoto na cidade inteira. Acredito que, como foi falado, com a universalização do esgoto, esse é um benefício que a população de Lucas do Rio Verde vai ganhar”, ressaltou a presidente do bairro Jardim Cerrado, Elaine Cristina Costa Silva.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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