LUCAS DO RIO VERDE
Saúde alerta a população para o aumento no número de casos de dengue e Chikungunya
LUCAS DO RIO VERDE
O município de Lucas do Rio Verde registrou, em 2025, 1.588 notificações de dengue, com 268 casos confirmados, e 1.769 notificações de Chikungunya, sendo 808 casos positivos. Os dados são da Vigilância Epidemiológica.
Em comparação com o ano anterior, houve aumento significativo. Em 2024, foram registradas 464 notificações de dengue, com 303 casos confirmados, e apenas 11 notificações de Chikungunya, com nove positivos.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Rita Tonhi, a maioria dos focos do mosquito Aedes aegypti, identificado pelos Agentes de Combate a Endemias (ACEs), está dentro das residências.
O mosquito transmissor da dengue, Chikungunya e Zika vírus se reproduz em água parada. Pneus, vasos de plantas, embalagens descartadas no quintal e calhas estão entre os principais criadouros.
“Precisamos que a população se conscientize e faça a sua parte, mantendo o quintal limpo, porque o foco pode estar dentro da própria casa”, ressaltou a coordenadora.
Além das equipes atuando nas ruas, o município tem investido em alternativas tecnológicas e conta com o apoio da comunidade para reforçar o combate ao mosquito, especialmente em relação aos imóveis fechados.
O sistema de georreferenciamento mapeia toda a área, permitindo ações mais pontuais e eficazes, enquanto o uso de drones possibilita o acesso a imóveis fechados e áreas de difícil acesso.
De acordo com Rita Tonhi, quando o ACE não encontra o morador em casa, é deixado um comunicado para que o proprietário entre em contato com a Vigilância. No entanto, em muitos casos, mesmo com pessoas no imóvel, o agente não é atendido, o que dificulta o trabalho de combate.
A população pode denunciar possíveis criadouros do mosquito pelo telefone da Vigilância Epidemiológica, (65) 3548-2508, ou pela Ouvidoria Municipal, no número 0800 646 4004. Todas as denúncias são averiguadas e respondidas.
“Precisamos que a população luverdense abra as portas para os nossos agentes de endemias. É fundamental manter atenção ao quintal, porque cada foco eliminado reduz as chances de proliferação da doença no município”, finalizou a coordenadora.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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