LUCAS DO RIO VERDE
Saúde de Lucas do Rio Verde receberá R$ 13 milhões do programa Fila Zero
LUCAS DO RIO VERDE
A saúde pública de Lucas do Rio Verde receberá um aporte financeiro de pouco mais de R$ 13 milhões. O recurso é proveniente do Programa Fila Zero, do Governo do Estado de Mato Grosso.
A proposta foi aprovada na manhã desta sexta-feira (27), durante a reunião mensal itinerante da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), realizada em Alta Floresta.
Segundo a secretária municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde, Dra. Fernanda Heldt Ventura, o recurso será investido na realização de exames e cirurgias eletivas, de média e alta complexidade.
Esta é a segunda proposta individual do município com o programa Fila Zero. Em 2025, o Estado destinou R$ 7 milhões, que foram investidos em dezenas de cirurgias e centenas de exames de imagem.
“Essa parceria com o Estado faz muita diferença para o município. Com esse novo recurso, vamos conseguir ampliar a quantidade de procedimentos realizados, reduzindo as filas de espera”, ressaltou a secretária.
A proposta do município foi encaminhada em fevereiro de 2026. O plano de trabalho foi elaborado pela médica reguladora Dra. Juliana Reinheimer, da Central de Regulação, com base nas demandas e histórico de execução.
De acordo com a secretária, o recurso significa um alívio no orçamento do município, uma vez que, os repasses do Estado e governo federal não são suficientes para custear os procedimentos de média e alta complexidade.
“É um valor muito significativo para o nosso orçamento, vai permitir que o município possa investir o recurso, que seria aplicado nas cirurgias e exames, em outras frentes, beneficiando a população”.
No plano de trabalho, cirurgias do aparelho digestivo, osteomuscular, geniturinário e do aparelho circulatório, que serão realizadas na Ala Hemodinâmica do Hospital São Lucas.
“Só temos a agradecer ao Governo do Estado de Mato Grosso, especialmente, ao secretário Gilberto Figueiredo, pela seriedade e cuidado com que conduz a saúde no estado”, finalizou a Dra. Fernanda.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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