LUCAS DO RIO VERDE
Show Safra Educação conecta conhecimento, inovação e agro em Lucas do Rio Verde
LUCAS DO RIO VERDE
Nesta segunda-feira (23), a Fundação Rio Verde se transformou em um ambiente de troca de conhecimento, conexão e inovação educacional com a estreia do Show Safra Educação. A iniciativa, que figura entre as grandes novidades do Show Safra MT 2026, foi organizada pela Secretaria Municipal de Educação de Lucas do Rio Verde, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e as empresas FTD Educação e Vera Cruz Soluções Educacionais.
Com uma programação diversificada, incluindo palestras, painéis e rodas de conversa, o novo espaço reuniu representantes de instituições de ensino do município, estudantes de diferentes idades e profissionais da educação para discutir temas relevantes que conectam educação, agro, tecnologia, liderança e sustentabilidade.
“Hoje estamos inaugurando o Show Safra Educação. Foi um dia intenso, de muita conexão. Recebemos muitos visitantes, que puderam ampliar seus conhecimentos. A programação já começou com um ciclo de palestras, trazendo novidades e reforçando a conexão entre educação e agro, além de discutir sobre a formação necessária para que os jovens possam se inserir no mercado de trabalho e contribuir para o desenvolvimento do município e do estado”, declarou a secretária de Educação, Elaine Lovatel.
Marcando o início das atividades, o gerente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Thiago Holz, conduziu a palestra “Tecnologia e Educação: Personalização da Aprendizagem com Ferramentas Tecnológicas”.
Na sequência, o professor Vigner dos Santos, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), apresentou o tema “Visão Computacional no Agro”, abordando a evolução do setor e a importância da adoção de tecnologias.
Em seguida, o professor João Bueno da faculdade Unifama abordou sobre liderança com a palestra “Do Campo à Consciência: Como Liderança, Mentalidade e Espiritualidade Impactam os Resultados no Agro”.
Entre os principais destaques da programação está o Painel Lixo Zero, que reuniu professores das escolas São Cristóvão e Vinícius de Moraes, bem como dos CEIs Balão Mágico e Paulo Freire, para apresentar boas práticas desenvolvidas nas unidades da rede municipal. Entre elas, estão as hortas escolares, compostagem, reaproveitamento de materiais e ações voltadas à redução de resíduos e do desperdício de alimentos.
“Esse momento é fundamental para a gente aprender, observar, perguntar e se contagiar com o que o outro fala, além de compartilhar nossas experiências. Para nós, que somos de uma escola rural, isso é ainda mais importante, pois nossos alunos moram em fazendas e vivem o agro. Por isso, precisamos estar sempre atualizados sobre esse tema, que faz parte do dia a dia deles”, afirmou o professor Antônio Paiva.
Os visitantes também puderam interagir com o robô humanoide “Zé Cruz” e vivenciar uma experiência diferenciada com o corpo humano por meio de um projeto educacional baseado em realidade aumentada. Além disso, o espaço contou com jogos educacionais, entre outras atividades interativas.
Com programação até o dia 27, o Show Safra Educação caminha para se consolidar como um marco na maior feira do agronegócio do país, evidenciando o potencial educacional de Lucas do Rio Verde e de Mato Grosso, além de fortalecer a integração entre educação, inovação e desenvolvimento.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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