LUCAS DO RIO VERDE
Sinop fortalece relações com Japão e encerra agenda com expectativa de futuros investimentos
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop encerrou, nesta quinta-feira (21), a agenda institucional da comitiva japonesa que esteve no município para conhecer o potencial econômico, industrial e logístico da Capital do Nortão. Durante dois dias, representantes do consulado do Japão e de grandes empresas japonesas participaram de reuniões, visitas técnicas e encontros com empresários e autoridades locais, fortalecendo as relações internacionais e ampliando as perspectivas para futuros investimentos no município.
A programação contou com visitas técnicas à Inpasa, Evermat Biorrefinaria e Cooperativa Agroindustrial do Centro Oeste do Brasil (Coabra), empresas ligadas ao setor agroindustrial e de bioenergia, além de almoço institucional e reuniões estratégicas voltadas à apresentação das potencialidades econômicas da região.
A cônsul-geral do Japão em São Paulo, Yoriko Suzuki, destacou a impressão positiva deixada por Sinop e o potencial de crescimento observado durante a visita. “Fiquei muito impressionada ao vivenciar essa cidade, embora em apenas dois dias, com essa atividade tão grande, com muito futuro e ambição de todas as empresas. Eu gostaria que tivesse mais tempo, para conhecer outras atividades e regiões. Espero que algumas empresas japonesas achem alguma oportunidade de se relacionar com a cidade, seja instalando uma empresa ou investindo aqui”, afirmou.
Yoriko também ressaltou o interesse das empresas japonesas em contribuir com o desenvolvimento local. “Nós temos a honra e orgulho de termos uma tecnologia muito avançada, investida por empresas japonesas. Então eu creio que as empresas do Japão possam contribuir com a expansão da cidade e de sua atividade econômica”, completou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, avaliou a visita como estratégica para o fortalecimento da imagem de Sinop no cenário internacional. “É uma grande satisfação ter a cônsul, representando o governo japonês, em Sinop. É uma deferência vir ao Mato Grosso e escolher Sinop. Ela veio com um grande grupo de representantes de empresas multinacionais, e isso também demonstra um respeito e preocupação do governo japonês em se apresentar a quem pretende fazer negócios. Tudo isso é de grande valia para Sinop, demonstrando que a dinâmica e linha empresarial estão no caminho certo”, destacou.
O presidente da Hitachi South America e vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, Yasutoshi Miyoshi, afirmou que a experiência em Sinop superou as expectativas. “Eu tenho viajado bastante lugares, mas é a primeira vez que eu visito Sinop. Para mim foi muito impressionante. Na realidade, tudo o que havia lido a respeito, eu vi, pude observar presencialmente. O espírito de trabalho de todo o setor público e do empresariado local foi muito além daquilo que eu esperava, no sentido bastante positivo”, disse.
Segundo o empresário, a Hitachi e demais empresas japonesas podem contribuir com a região. “Observo que, dentro do meu conhecimento, as empresas japonesas, incluindo a nossa Hitachi, têm muito para contribuir, colaborar e somar nesse desenvolvimento do projeto Sinop, projeto Mato Grosso, projeto Brasil para o mundo”, acrescentou.
Miyoshi também relembrou a contribuição histórica da cooperação japonesa para o desenvolvimento agrícola brasileiro e defendeu novas parcerias voltadas à inovação e sustentabilidade. “O Prodecer [Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados], que muitas vezes é tratado de forma bastante tímida pelo lado japonês, impulsionou a produtividade agrícola aqui no Centro-Oeste. Que venham novos Prodecers, que venham novos projetos de desenvolvimento da qual a empresa japonesa efetivamente pode contribuir: essa transição energética, o biocombustível. O pessoal aqui em Sinop está de parabéns por estar antenado e alinhado com tudo que vem aí pelo mundo afora”, pontuou.
Ao final da agenda, o empresário ainda afirmou que levará as informações e experiências vivenciadas em Sinop aos associados da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil. “Também vou levar isso para a Câmara, que tem essa missão de conectar Brasil e Japão. É muito interessante e importante conhecer o que é feito nesse grande Brasil, onde cada localidade tem muito talento e muita vontade de fazer a coisa acontecer. E se a gente puder somar, nós estamos à disposição para ajudar”, concluiu.
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Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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