LUCAS DO RIO VERDE
União entre Estado e Município marca entrega de escola estadual e anuncia implantação do modelo militar em Lucas do Rio Verde
LUCAS DO RIO VERDE
Nesta quinta-feira (2), o Governo do Estado de Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, realizaram a entrega da Escola Estadual do bairro Vida Nova, e anunciaram a sua transformação, a partir do segundo semestre, em Escola Estadual Bombeiro Militar Dom Pedro II. Mais do que uma importante conquista para a Educação do município, a militarização da unidade representa a concretização de um sonho da sociedade luverdense e da gestão municipal, que trabalhou de maneira contínua para implementação do modelo educacional.
A cerimônia contou com a presença do governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do prefeito Miguel Vaz, do vice-prefeito, Joci Piccini, da secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, da secretária Municipal de Educação, Elaine Lovatel, e da 13ª Companhia Independente de Bombeiro Militar de Lucas, além de secretários municipais, representantes do Legislativo e da comunidade escolar.
“É mais uma boa e grande escola. Já é tradição, em Lucas, construir escolas cada vez mais bem feitas. É um município que tem essa trajetória de inovação, evolução e aperfeiçoamento. E, ao olhar para os nossos estudantes, a gente vê a alegria deles de frequentar um ambiente tão acolhedor e qualificado quanto esse prédio escolar. E isso alimenta a minha motivação, porque nós podemos fazer muito mais. A cada escola de qualidade que inauguramos, prevenimos uma geração inteira contra todo tipo de violência”, destacou o governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta.
(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)
“A Escola Bombeiro Militar Dom Pedro II ensina as mesmas disciplinas de uma escola regular, porém se diferencia por trabalhar valores como hierarquia, disciplina e cidadania junto aos alunos. Essa nova unidade vem para somar ainda mais à educação de Lucas do Rio Verde e representa uma grande conquista para o município. A população, em especial as famílias do bairro Vida Nova, tem muito a ganhar com essa inauguração”, pontuou o prefeito Miguel Vaz.
A construção do prédio foi realizada por meio de um convênio entre o Estado e o Município, com investimento superior a R$ 11,2 milhões do Governo do Estado. A Prefeitura de Lucas do Rio Verde teve papel fundamental na viabilização da obra, ao disponibilizar o terreno, conduzir todo o processo de licitação da empresa construtora e realizar o acompanhamento técnico e a fiscalização da execução.
Localizada na Rua do Otimismo, a unidade possui 3.657,50 m² de área construída e conta com capacidade para atender mais de mil alunos. O espaço inclui um bloco educacional de 2.280 m², com 18 salas de aula, laboratório, biblioteca, sala de professores, sala de apoio, secretaria e diretoria. A estrutura conta ainda com um refeitório de 343 m² e um ginásio poliesportivo de 700 m².
“Estamos muito felizes com a entrega desta unidade, que traz mais tranquilidade à comunidade, tanto pela segurança educacional quanto pela sua estrutura. Nosso propósito é garantir que as crianças tenham um ambiente seguro para estudar. Sabemos que Lucas do Rio Verde é um município pujante e que ainda há necessidade de ampliar a rede de ensino estadual. Por isso, estamos trabalhando em conjunto com o prefeito para oferecer mais espaços como este, adequados, agradáveis e saudáveis para os nossos estudantes”, ressaltou a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares.
(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)
Segundo a secretária municipal de Educação, Elaine Lovatel, a localização da escola no bairro Vida Nova é altamente estratégica para melhor atender as famílias luverdenses. “Enquanto gestão, assumimos o compromisso de garantir que nossos estudantes tenham acesso ao ensino perto de casa. Nesse sentido, ter uma escola estadual neste endereço é muito importante, pois os alunos concluem o 5º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Joice e têm a oportunidade de dar continuidade aos anos finais e ao Ensino Médio em uma unidade próxima e do modelo Bombeiro Militar.”
A militarização da escola recebeu apoio unânime das famílias dos estudantes matriculados na unidade, durante a audiência pública realizada em junho de 2026.
Presente na cerimônia de inauguração, Maria da Silva é mãe de um aluno da Escola Estadual e demonstrou o seu contentamento com a unidade. “Eu estou achando muito bom ter um colégio maravilhoso desse aqui no nosso bairro, perto de casa. E ela se tornar bombeiro militar também será ótimo para oferecer mais coisas boas aos nossos filhos. Lucas do Rio Verde é uma cidade muito boa para se morar e tem colégios muito bons.”
A partir do segundo semestre, a unidade também receberá o nome “Edvalmair Pereira da Silva Araújo”. Uma homenagem à professora e coordenadora da antiga Escola Estadual Luiz Carlos Ceconello, que faleceu em 2021 em decorrência de uma pneumonia bacteriana causada pela Covid-19.
A inauguração da primeira Escola Bombeiro Militar Dom Pedro II em Lucas do Rio Verde simboliza a união de esforços entre o Governo do Estado e o Município em torno de um mesmo propósito: fortalecer a educação pública como instrumento de transformação social. Fruto dessa parceria, o novo espaço representa um avanço significativo na construção de uma educação cada vez mais qualificada, comprometida com o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes luverdenses, com base em valores, disciplina e cidadania.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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