Sorriso
Educação permanente fortalece atuação e integração das equipes do SAMU
Sorriso
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Sorriso reforça o compromisso com a qualidade do atendimento pré-hospitalar por meio de um modelo constante de educação permanente, desenvolvido internamente durante os plantões. Atualmente, o serviço conta com quatro equipes fixas: leões, Castor, Fênix e Águia, que participam ativamente da construção e condução das capacitações.
Cada equipe é responsável, em sistema rotativo, por conduzir um tema baseado nos manuais do SAMU (Suporte Básico e Avançado), no livro PHTLS e em materiais científicos atualizados, promovendo uma troca de conhecimento entre os próprios profissionais. As atividades são dinâmicas, práticas e abrangem diferentes áreas da atuação em urgência e emergência, fortalecendo não só o conhecimento técnico, mas também os laços de confiança e cooperação entre os trabalhadores da Base Descentralizada do SAMU de Sorriso.
Entre os temas abordados recentemente estão:
Estudo sobre Acidente Vascular Cerebral (AVC);
Estudo sobre Crises Hipertensivas;
Estudo sobre intoxicação por medicamentos depressores do SNC(sistema nervoso central);
Operações básicas de ventilador mecânico para transporte;
Técnicas de imobilização com cordas;
Abordagem sobre ritmos chocáveis e não chocáveis;
Práticas de RCP (Reanimação Cardiopulmonar).
O diferencial, segundo a coordenadora da Base, enf.ª Marisa Antunes Lauermann, está na participação multidisciplinar: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores na gerência dos encontros. A troca de saberes valoriza os diferentes papéis dentro do atendimento de urgência e emergência, promovendo uma formação horizontal e integradora entre a equipe.
“Teoria e prática caminham juntas e aqui todos são aptos a compartilhar conhecimento. O médico pode abordar uma patologia, o condutor fala sobre segurança e sinalização, o enfermeiro discute os cuidados e condutas. A estratégia visa manter as equipes atualizadas, preparadas e integradas, valorizando o trabalho coletivo e aprimorando a qualidade do atendimento prestado à população”, destacou Marisa.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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