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GMT e equipe do RAIO intensificam ações de fiscalização nas ruas de Sorriso

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Roda diariamente na cidade e percebeu a intensificação do trabalho da Guarda Municipal de Trânsito (GMT)? Sim, eles estão em todas as ruas e atuando em conjunto com a Polícia Militar (PM), em especial com a equipe de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO). Juntos, GMT e PM, intensificaram o trabalho de fiscalização nas vias de Sorriso na tentativa de evitar o número de acidentes e as infrações de trânsito. A informação é do secretário de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil, coronel da reserva da PM, Adriano Denardi.

Denardi reforça que a iniciativa é para lembrar que trânsito seguro é compromisso de todos. Ainda ontem, 27 de agosto, a GMT divulgou o relatório atualizado dos sinistros (acidentes) de trânsito registrados de janeiro a julho de 2025. Nos sete primeiros meses desse ano foram registrados 482 sinistros de trânsito sem vítimas e 312 com vítimas, totalizando 794 situações. O número – 794, representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período de 2024 quando foram contabilizadas 966 situações.

Em 2025, os meses com maior número de acidentes com vítimas foram fevereiro com 45 registros e maio com 56 situações. Maio também registrou o maior número de ocorrências sem vítimas com 78 situações; julho aparece na sequência com 76 registros.

O coordenador da GMT no Município, Márcio Pires, destaca que esse é um tema que deve ser trabalhado diariamente. “Contribuir para que o trânsito flua sem transtornos é um compromisso de todos”, diz. “E claro que diante de um grande fluxo é necessário ter um pouquinho mais de paciência e cuidado. Direção defensiva é respeitar regras, fazer uso de equipamentos de segurança”, reforça.

E quem precisar de apoio da GM pode chamar ou pelo 153 ou pelo 99668-2034 ou pessoalmente na Avenida Imigrantes, n.º 834 no Jardim Guarujá.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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