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Mães atípicas são celebradas pela Casa Aconchego

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Um corre-corre: levar nas terapias, cuidar da casa, fazer almoço, auxiliar nas atividades escolares. Assim é a rotina da Alda Lemes, mãe do Pedro, de 9 anos. Além daquelas funções que toda mãe já pode colocar no currículo multifuncional, o “maternar” da Alda exige ainda uma dedicação há mais. Desde 2019, quando ficou viúva, é ela que acumula todos os cuidados com o Pedro, que tem Síndrome de Down, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e também está no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Na tarde desta quarta-feira (27 de maio), na Casa Aconchego, Alda pode relaxar, bater um papo agradável com outras mulheres que partilham rotinas semelhantes e reforçar o pertencimento ao grupo das mães atípicas, como são chamadas atualmente estas mulheres que cuidam de filhos que demandam acompanhamento constante e adaptações na rotina familiar.

“Geralmente dizemos ‘eu sei o que está passando’ quando ouvimos relatos assim, mas não é verdade… nós podemos até imaginar, mas só quem vive essa realidade é que tem propriedade para afirmar isso, e aqui, na Casa Aconchego, estamos de portas abertas, não apenas para ouvir, mas também para auxiliar estas e tantas outras mulheres”, afirmou a secretária da Mulher e da Família (Semfa) e primeira-dama de Sorriso, Mara Fernandes, durante o café da tarde realizado especialmente para as mães atípicas.

Além do momento de diálogo, troca de vivências, e muita confraternização, as mães atípicas puderam também saborear um café da tarde especial, desfrutar de ações de autocuidado, com alongamento, massagem e maquiagem. Para embalar estes momentos? Música ao vivo e um divertido sorteio de brindes. Bom né? Pois é, as secretarias de Saúde; Esporte, Lazer e Juventude; e Cultura; assim como empresas locais, foram parceiras da Semfa para viabilizar a tarde de estímulo ao autoamor destas mulheres.

Na oportunidade, a secretária apresentou a equipe multidisciplinar que trabalha na Casa Aconchego, além de também detalhar as ações realizadas em outras unidades ligadas à Semfa, como o Armazém Social, e nas Salas Lilás.

Além do suporte às mães e às famílias atípicas, é na Casa Aconchego que também são acolhidas as mulheres, bem como as famílias, que sofrem com a violência doméstica. “Momentos como este, com a Casa cheia, movimentada, nos ajudam a apresentar o trabalho que fazemos, ampliar o alcance das ações, e, mais que isso, poder ajudar mais mulheres e amparar mais famílias”, destacou a secretária.

A Casa Aconchego funciona na Avenida Curitiba 3445, no Bairro Bom Jesus. A unidade abre as portas de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Mais informações? Só entrar em contato pelo 3545-4779.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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