Sorriso
Município alerta para dados desatualizados na rede municipal de saúde
Sorriso
Com a chegada de um novo ano, é comum que muitas pessoas foquem em mudanças em diferentes áreas da vida, inclusive informações pessoais, como endereço e telefone. Na área da saúde, no entanto, essa atualização vai além da organização: ela é fundamental para garantir o acesso aos serviços da rede municipal.
Diante disso, a Secretaria Municipal de Saúde de Sorriso reforça o chamado à população para a atualização dos dados do Cartão Nacional de Saúde (CNS), conhecido como Cartão SUS. Manter o cadastro atualizado é essencial para que os pacientes possam ser corretamente localizados e chamados para consultas, exames, cirurgias eletivas e outros procedimentos oferecidos pela rede municipal.
De acordo com a coordenação da Central de Regulação, a principal causa dos atrasos não está na fila, mas na dificuldade de contato. “Muitas pessoas reclamam que estão aguardando há muito tempo, mas quando vamos verificar, quase 90% dos cadastros têm telefones que o usuário não utiliza mais”, explica a coordenadora da Regulação, Jéssica Toniazzo.
A Secretaria destaca que o contato com os pacientes ocorre, em sua maioria, por ligações telefônicas e mensagens. Quando os dados estão desatualizados — especialmente o número de telefone —, as equipes não conseguem localizar o usuário, o que interrompe o fluxo da fila e atrasa atendimentos. “Muitos pacientes deixam de ser chamados por causa da troca de número. Dados desatualizados prejudicam o andamento das filas”, frisa Jéssica.
Onde e como atualizar
A atualização cadastral pode ser feita na Unidade Básica de Saúde (UBS) do usuário, de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h. Basta levar comprovante de endereço e telefone atualizados para conferir se as demais informações estão corretas no cadastro.
Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde aponta que, entre janeiro e dezembro de 2025, milhares de doses de vacinas aplicadas em Sorriso foram computadas em outros municípios devido a registros incorretos no sistema CADWEB, base nacional que administra o Cartão SUS. O problema é recorrente e traz prejuízos tanto para o paciente quanto para o Município, que deixa de contabilizar atendimentos efetivamente realizados.
O secretário municipal de Saúde, Vanio Jordani, ressalta que manter o cadastro atualizado é um gesto simples que evita atrasos, agiliza atendimentos e fortalece a organização do sistema de saúde.
“Informações desatualizadas reduzem a eficiência da regulação. É fundamental que a população mantenha suas informações sempre atualizadas no Cartão Nacional de Saúde. Dessa forma, conseguimos contabilizar e vincular corretamente o acesso aos serviços de saúde do Município”, destaca Jordani.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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