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Projeto que une arte e saúde mental reforça campanha Setembro Amarelo

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Na manhã desta quarta-feira (24), o Paço Municipal foi palco da apresentação dos resultados do projeto “Arte é Vida: produzindo arte e produzindo saúde”, uma iniciativa voltada à promoção da saúde mental por meio da arteterapia em ambientes hospitalares.

O trabalho foi desenvolvido no Hospital Regional de Sorriso e também em Sinop, envolvendo pacientes e acompanhantes que convivem diariamente com a rotina hospitalar. Durante duas semanas, a equipe utilizou a arte como instrumento de acolhimento, refúgio e expressão, oferecendo momentos de leveza em meio às dificuldades enfrentadas por quem aguarda procedimentos médicos.

O projeto foi idealizado pela psicóloga Gabriela Neves e contou com a participação de estagiários do curso de Psicologia. “A arte é um refúgio. É uma forma de o paciente se expressar e encontrar alívio naquele ambiente tão difícil. Tivemos contato com pessoas que já estavam internadas há meses, aguardando uma cirurgia, e percebemos o quanto esse espaço artístico fez diferença no bem-estar delas e de seus familiares”, ressaltou a psicóloga.

Gabriel Kanda, que atualmente está no oitavo período do curso, destacou a importância da iniciativa. Segundo ele, a intenção é que esse projeto seja implantado no SUS como uma política pública, para que realmente faça parte das práticas de cuidado com a saúde mental nos hospitais.

“A saúde mental importa e precisa ser lembrada dentro dos hospitais. Quando levamos arte para esses espaços, levamos também acolhimento, esperança e humanização”, explicou.

A apresentação acontece em meio às ações do Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio. Para os idealizadores, o momento foi estratégico para reforçar a mensagem de que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo.

Com o nome “Arte é Vida”, a proposta é expandir a metodologia para outros hospitais e municípios, fortalecendo o uso da arteterapia como complemento no tratamento e no cuidado humanizado dentro do Sistema Único de Saúde.

A exposição ficará disponível no Paço até esta quinta-feira (25) e depois seguirá para o Marco Zero na sexta (26), Praça da Juventude no sábado (27) e Shopping no domingo (28).

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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