Sorriso
Projeto Sorriso + Inovadora é lançado para criar ambiente colaborativo através de parcerias
Sorriso
O lançamento aconteceu na manhã desta quinta-feira, 30, com objetivo de conectar e impulsionar o ecossistema de inovação no município
Na manhã desta quinta-feira (30/10), no auditório do Sindicato Rural de Sorriso em Sorriso, foi oficialmente lançado o projeto Sorriso + Inovadora, que reúne a Prefeitura de Sorriso, o SEBRAE/MT, a Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (ACES), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Sorriso (CDL), instituições de ensino e empresários locais. O encontro foi classificado como um momento histórico para a construção do ecossistema de inovação da cidade.
O “Sorriso + Inovadora” chega como uma iniciativa destinada a impulsionar conexões, fortalecer parcerias e inspirar ações que transformarão o futuro de Sorriso. Em termos práticos, o projeto consiste em estruturar um ambiente de inovação: um espaço físico e de rede onde governo, setor privado e instituições de ensino, juntos, possam compartilhar ideias, desenvolver projetos, apoiar startups e articular iniciativas que fomentem a economia local.
Durante o evento, foi apresentada a nova estrutura do ambiente de inovação, seguida pelo painel intitulado “O Papel de Cada Hélice na Construção do Futuro de Sorriso”. O painel explicitou, em linguagem acessível, que as quatro “hélices” — governo, empresas, academia e sociedade civil— devem atuar de forma integrada para gerar inovação, promover empreendedorismo e alcançar resultados concretos para a cidade.
Para esclarecer a importância da articulação entre esses três elos, a consultora Silviane Del Conte Curi, credenciada do SEBRAE com experiência no ecossistema de inovação de Maringá (PR), falou: “O sucesso de um ecossistema de inovação depende da colaboração verdadeira entre os atores, da troca de conhecimento e da criação de espaços onde ideias possam virar negócios. Esse é o caminho para que Sorriso se torne referência.”
Na mesma linha, o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ronei Mazzardo, ressaltou que este é um momento significativo para Sorriso. “Ao lançarmos o Sorriso + Inovadora estamos fortalecendo o caminho para que ideias virem negócios e parcerias se transformem em projetos”, disse.
Além disso, esteve presente o gerente estadual de Inovação do SEBRAE, Lucas Moreira, que enfatizou a relevância de Sorriso para a instituição. Segundo ele, Sorriso é um município estratégico para o SEBRAE Mato Grosso, no centro do estado, com capacidade surpreendente de desenvolvimento local impulsionando o crescimento de toda a região.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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