Sorriso
Sorriso é “Selo Ouro” em imunização
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Sorriso conquistou o 2.º lugar no Selo Ouro para municípios acima de 50 mil habitantes no Programa Imuniza Mais MT, promovido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) desde 2021. Em Sorriso, a imunização ao nascer ultrapassa os 100%: o índice de aplicação da BCG, por exemplo, chega a 102,17%; da Hepatite B o índice é de 101,61% em menores de 30 dias. O prêmio é resultado das ações desenvolvidas em 2025. A premiação, R$ 350 mil, deverá ser entregue ainda no primeiro semestre e o valor deve ser aplicado em novas ações de vacinação.
“Esses números refletem o trabalho coletivo da saúde integrando as ações desde o nascimento em unidades hospitalares até o trabalho desenvolvido nas nossas salas de vacina e com o trabalho de busca ativa”, frisa o gestor da pasta da Saúde, Vanio Jordani.
As ações impulsionaram também a cobertura vacinal de outros imunizantes. A Pentavalente chegou a 97,26%; a Pólio injetável fechou em 98,21% e a Pneumo 10 pontuou 100,24%; esses e outros imunizantes são aplicados em crianças menores de um ano de idade.
Os índices também são positivos acima de um ano em que a Tríplice Viral chega a 103,02%, por exemplo e a Meningo Conjugada a 99,01%. “A vacinação é um direito garantido à população, para ampliar a cobertura nós trabalhamos com várias ações como vacinação em horário estendido nos bairros, em eventos, nas escolas, com o uso de personagens, foram várias atividades. Nossas equipes fizeram um extenso trabalho de busca ativa”, destaca a adjunta da Saúde, Ana Claudia Ferraz.
“Não são somente números, são vidas protegidas e as vidas mais frágeis e que necessitam de atenção”, reforça a responsável pela Sala de Vacinas do Município, Kátia Dal Prá.
O Selo Ouro
O Programa Imuniza Mais MT, lançado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) em julho de 2021, tem impulsionado o aumento na cobertura vacinal de diversas vacinas como a Pentavalente, Tríplice Viral e BCG. A vacina Pentavalente, por exemplo, subiu de 76,2% em cobertura, no ano de 2021, para 87,7% em outubro de 2025.
No ano de lançamento do programa, a Tríplice Viral apresentava 80,8%, e atualmente apresenta 96,5%. Já a BCG, que antes tinha 81,8%, apresentou 104,1% de aplicação até outubro de 2025.
Outros imunizantes que também apresentaram aumento: a Meningo C, que antes tinha 76,2% de aplicação e agora tem 91,4%; a Rotavírus, que tinha 77,3% passou para 92,8% de aplicação; e a Pneumo 10, que contava com 76,2% de aplicação e agora conta com uma cobertura de 95,9%.
No âmbito do programa, os municípios que mais aplicam doses das vacinas elencadas recebem prêmios em dinheiro, que devem ser investidos na infraestrutura da rede municipal de saúde.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destaca que o programa Imuniza Mais MT é essencial para incentivar altos índices de vacinação no Estado.
“Com a implementação do Imuniza Mais MT, identificamos o aumento de aplicações de diversas vacinas. Isso é um incentivo para garantir que mais pessoas estejam imunizadas contra as principais doenças preveníveis e para que o município tenha mais condições financeiras de investir na rede municipal de saúde. O maior beneficiário é sempre o cidadão”, destacou.
Premiações do programa Imuniza Mais MT
O programa foi desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso com o objetivo de incentivar e fortalecer as ações de imunização no Estado. Por meio de premiações, os 142 municípios do Estado são incentivados a manterem altos níveis de imunização.
Até a última edição do programa, o Governo repassou R$ 12,7 milhões em prêmios aos municípios vencedores.
As premiações são definidas pelos selos Diamante, Ouro, Prata e Bronze, divididas em três categorias – (1) com municípios até 10 mil habitantes, (2) entre 10.001 a 30 mil habitantes e (3) a partir de 30.001 habitantes. Todas podem ter até três vencedores por selo, desde que seja atingida a meta.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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