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Sorriso encerra participação na FIT Pantanal 2026 com estande movimentado

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Experiências, palestras, produtos da agricultura familiar e artesanato mostraram potencial turístico, econômico e sustentável do município

A participação de Sorriso na FIT Pantanal 2026 chegou ao fim com resultados extremamente positivos para o município. Mas, se a feira se encerrou, o trabalho continua e agora com ainda mais intensidade. Durante os cinco dias do evento, realizado em Cuiabá, o estande sorriense recebeu centenas de visitantes e foi destaque com inovação, interatividade e apresentação do turismo agro sustentável. A participação na FIT divulgou, abriu as portas e fortaleceu relacionamentos estratégicos, gerando oportunidades que começam a se transformar em resultados concretos para Sorriso.

Segundo o secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo, Nelson Eduardo Pereira da Costa, o interesse pelo potencial econômico e turístico do município foi tão expressivo que grupos empresariais já sinalizaram a intenção de visitar Sorriso nos próximos dias. “Cumprimos o nosso papel de aproximar Sorriso de empresários, investidores e representantes de diversos setores. Já temos grupos empresariais organizando visitas para conhecer nossa realidade, com oportunidades de investimento. O objetivo é transformar esses contatos em parcerias para fortalecer nossa economia”, disse Nelson.

Instalado no Pavilhão dos Municípios, o espaço foi planejado para proporcionar uma experiência diferenciada ao público. O principal atrativo foi a experiência com óculos de realidade virtual, que permitiu aos visitantes vivenciarem uma colheita de soja como se estivessem conduzindo uma colheitadeira em plena lavoura. A tecnologia despertou a curiosidade de adultos e crianças, formando filas durante toda a programação da feira.

Além da experiência, o estande contou com distribuição de brindes, sorteios de prêmios, materiais informativos e ações de divulgação das potencialidades econômicas e turísticas de Sorriso. A programação também incluiu palestra sobre o Turismo Agro Sustentável.

Outro destaque foi a participação dos produtores da agricultura familiar e dos artesãos sorrisenses, que expuseram e comercializaram seus produtos. Mel, castanhas, queijos, doces artesanais e peças produzidas à mão chamaram a atenção dos visitantes.

Ainda, em parceria com o Sebrae, o chef Christian Adalbert Baumgarten apresentou e ensinou a receita do prato “Sabores do Cerrado”, vencedor do concurso Encantos da Gastronomia que escolheu o prato típico de Sorriso. Trata-se de um risoto de pequi, pintado assado e farofa de cuxá, a vinagreira. O que, conforme Christian, une e representa a diversidade cultural do Município.

Considerada uma das principais vitrines do turismo, cultura, gastronomia, agricultura familiar e negócios do Centro-Oeste, a feira reuniu municípios e instituições em uma grande mostra das potencialidades de Mato Grosso.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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