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Vigilância Ambiental recebe formação técnica sobre riscos e prevenção da cinomose

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Nesta quinta-feira (11), os profissionais da Vigilância em Saúde Ambiental participaram de uma formação voltada à atualização de conhecimentos sobre a cinomose, doença viral que representa uma ameaça séria para a saúde dos cães e que exige atenção constante da saúde pública. A atividade foi realizada no auditório da CDL e contou com a participação dos agentes de combate às endemias (ACE) e da médica veterinária Flávia Stacke.

Durante o encontro, a médica destacou aspectos importantes sobre o diagnóstico precoce, prevenção, sintomas e cuidados necessários para evitar a propagação da doença entre os animais.

A cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que afeta cães, especialmente filhotes e animais com baixa imunidade. Ela é causada por um vírus da mesma família do sarampo humano (Paramyxoviridae). Apesar de não infectar pessoas, pode ser fatal para os animais. Mesmo quando há recuperação, muitos animais podem desenvolver sequelas neurológicas permanentes.

A transmissão acontece por meio de secreções, urina e fezes de animais doentes. Objetos compartilhados, como potes de água e ração, também podem servir de veículo para o vírus.

Segundo a veterinária Flávia Stacke, não existe um tratamento específico contra o vírus da cinomose; os cuidados se concentram no alívio dos sintomas e no suporte clínico. “A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. Os filhotes devem iniciar o esquema vacinal a partir dos 45 dias de vida, com reforços anuais durante toda a vida do animal”, frisa.

Principais sintomas

A doença pode evoluir de forma rápida e atingir diferentes órgãos do animal. Os sinais mais comuns incluem:

Febre, apatia e falta de apetite;

Corrimento nasal e ocular;

Tosse e dificuldade para respirar;

Vômitos e diarreia;

Lesões de pele, como o endurecimento do focinho e das almofadas das patas;

Alterações neurológicas, como convulsões, tiques e até paralisia.

“A cinomose é uma doença muito séria, que ainda preocupa bastante os tutores e os profissionais de saúde animal. Essa capacitação nos ajuda a fortalecer o olhar técnico da equipe, compreender melhor os sinais da doença e reforçar a importância da vacinação como principal forma de prevenção. Quanto mais preparados estivermos, mais condições teremos de orientar a população e proteger a saúde dos cães do nosso município”, ressaltou Claudete Damasceno, coordenadora da Vigilância Ambiental.

Alinhamento de trabalho

Além do conteúdo técnico, o encontro também serviu para alinhar os últimos preparativos para o Dia D da Campanha de Vacinação Antirrábica na zona urbana de Sorriso, que será realizado em duas etapas:

13 de setembro: na região Leste da cidade, com cinco pontos estratégicos de imunização;

20 de setembro: na região Central, reunindo 11 locais de atendimento.

Claudete reforça que os encontros de alinhamento são essenciais para garantir que a campanha seja organizada, segura e alcance o maior número possível de cães e gatos.

“Aproveitamos esse momento para manter um olhar técnico mais apurado e a reforçar o nosso compromisso com a saúde animal e humana, além de organizar os últimos detalhes do Dia D, para que a campanha seja segura e bem estruturada”, declara.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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