Sorriso
Votação popular elege “Sabores do Cerrado” como prato típico de Sorriso
Sorriso
Com 823 votos, Sabores do Cerrado do chef Christian Adalbert Baumgarten, foi eleito o prato típico de Sorriso. O anúncio foi feito ontem, 07 de maio, no evento que celebrou a edição Sorriso do Encantos da Gastronomia.
O vencedor uniu risoto de pequi, o pintado assado e a farofa de cuxá, a vinagreira. O que, conforme Christian, une e representa a diversidade cultural do Município. “Desenvolvi o prato pensando em cada elemento “A cidade é uma mistura de várias culturas, desenvolvi pensando nessas características. É um prato que representa esse acolhimento de Sorriso, que recebe pessoas de diferentes lugares e faz todos prosperarem aqui”, pontua.
Inspirado na formação multicultural do município, o prato reúne influências do Sul, Nordeste e Centro-Oeste, combinando ingredientes regionais em uma proposta que traduz o espírito acolhedor de Sorriso. “Estou muito feliz da cidade ter abraçado a ideia”, completa.
Em segundo lugar com 621 votos ficou o Ossobuco com Farofa de Soja do chef Marcelo Magalhães de Lima que apostou em ingredientes regionais com destaque para a soja. “Esse prato foi sendo construído com o tempo, seguindo a própria história da produção agrícola de Sorriso”, frisa Marcelo que salientou e agradeceu o apoio e incentivo do amigos e colegas de trabalho.
“Juntei a culinária cuiabana com a ‘cria’ de Sorriso que é a soja, desenvolvi com o coração”, acrescenta. O prato mesclou o ossobuco com a soja, banana-da-terra, farinha e especiarias da região, acompanhado de arroz com alho frito. A receita surgiu de encontros entre amigos e do desejo de unir elementos característicos da região, como a soja e a banana-da-terra, resultando em um prato que traduz convivência, tradição e criatividade.
E em terceiro lugar com 539 votos ficou o prato Três Povos à Moda Sorrisense da chef Paula Arruda Ribeiro. Paula uniu a construção histórica e cultural do município. “Muito feliz em vivenciar esse momento que entra para a história de Sorriso. Esse prato representa a nossa gente. A costela traz o povo do Sul, a mandioca é essencial para o mato-grossense e a farofa com soja representa o Nordeste e a força da nossa terra. É um prato simples, mas cheio de significado e identidade”, ressalta.
A receita homenageia os povos que contribuíram para o desenvolvimento da cidade, unindo tradição, trabalho e pertencimento em uma composição que simboliza a história de Sorriso. Paula conta que levou quatro meses para desenvolver e aperfeiçoar o prato. “Foi uma construção”, salienta.
Gestora da Secretária da Mulher e da Família (Semfa), Mara Fernandes, ressalta a emoção que sentiu ao receber o convite para Sorriso participar do projeto de turismo gastronômico promovido pelo Sistema Comércio do Estado, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT). “Meus olhos brilharam; todos que estão aqui constroem a história da nossa cidade; é uma felicidade enorme celebrar Sorriso”, detalha. A cidade, lembra Mara, acolheu a proposta com 34 inscritos e 1.983 votos na disputa que envolveu os três finalistas. “Uma votação recorde no Estado”, comemora.
Para o prefeito Alei Fernandes, o Encantos trouxe à tona os vários sabores e culturas gastronômicas que mesclam a cidade. “Esse evento foi um presente do Senac aos 40 anos de Sorriso”, salienta. “E todos os participantes quer seja quem inscreveu receita ou quem chegou a esse momento contribuíram para fazer da edição Sorriso um dia especial, parabéns a todos”, completa o vice-prefeito, Acácio Ambrosini.
Secretário-adjunto de Turismo do Estado, Luiz Carlos Nigro, reforçou a construção da identidade de cada município por onde o Encantos passou. Nigro citou Cáceres e Barra do Garças, os dois primeiros municípios a receber a saborosa competição. Cáceres brilha com sua tradição pantaneira e elegeu o “Filé de Pintado à Bororó” em Barra se destacou o “Tucunaré à Moda do Bicudo”.
Para o presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, Wenceslau Júnior, o ‘Encantos da Gastronomia’ conecta tradição, identidade e desenvolvimento. “É um evento cheio de sabor, de cultura e de construção de história. Sorriso está de parabéns, inclusive pelo cuidado com os ingredientes daqui: os três pratos finalistas escolheram a soja colhida em terras sorrisenses como ingrediente”, lembrou. Wenceslau destaca que com o Encantos o Senac buscou reforçar identidade e cultura em cada cidade que passa. “Sorriso foi o terceiro município a receber o Encantos, daremos continuidade a esse projeto pelo Estado”, completa.
Conduzido pelo Senac, em Sorriso o Encantos contou com o apoio da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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