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49º Festival de Cinema Guarnicê anuncia homenageados desta edição

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Um dos festivais de cinema mais longevos do Brasil acaba de anunciar seus homenageados para a edição 2026. O 49º Festival de Cinema Guarnicê, que acontece entre os dias 20 e 26 de agosto, em São Luís, celebra as carreiras do cineasta maranhense Frederico Machado, do ator Rômulo Estrela, também nascido no Maranhão, e da premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo.

Frederico atua em várias frentes do cinema brasileiro como diretor e roteirista, já ganhou mais de 100 prêmios internacionais e nacionais e, em 2000, criou a Lume Filmes, se tornando também produtor, distribuidor e exibidor. Como distribuidor fez circular mais de 300 filmes internacionais e nacionais no mercado brasileiro. Machado também desempenha papel fundamental na formação de novos profissionais, na preservação da memória cinematográfica e na difusão do cinema autoral por meio de iniciativas como a Lume Filmes, a Escola Lume de Cinema e o Cine Lume, tornando-se uma das figuras centrais do cinema produzido no Maranhão.

Já Rômulo Estrela, nascido na capital maranhense, acumula mais de 20 anos de carreira no teatro, na televisão e no cinema, com atuações em novelas, séries, filmes e espetáculos teatrais, protagonizando produções de grande alcance nacional, se consolidando como um dos atores maranhenses de maior projeção no audiovisual brasileiro.

Marcélia teve o talento revelado mundialmente ainda no início dos anos 80, quando protagonizou como Macabéa no filme “A Hora da Estrela”, de Suzana Amaral. Pelo trabalho, ela foi premiada com o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim.  Desde então, construiu uma carreira marcada por personagens memoráveis no cinema, no teatro e na televisão. Recentemente, voltou a ser premiada com o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado por seus trabalhos em “Pacarrete” e “A Mãe”.

Criado em 1977 pela Universidade Federal do Maranhão, o Festival Guarnicê de Cinema é o quarto festival de cinema mais antigo do Brasil em atividade. A programação deste ano terá com mostras competitivas e paralelas, oficinas, o Seminário Ciência Cine Guarnicê, debates, a mostra de Jogos Digitais, dentre outras atividades. As oficinas, inclusive, já estão com inscrições abertas. No site do evento, guarnice49.ufma.br é possível acessar os formulários de inscrição e conhecer detalhes da programação do festival.
 


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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