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Abertura de ateliê de Francisco Brennand celebra centenário do artista

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Para dar início às comemorações do centenário de nascimento do artista pernambucano Francisco Brennand, celebrado em junho de 2027, os moradores do Recife e os turistas é que ganharão os dois primeiros presentes. A partir deste sábado (8), a Oficina Francisco Brennand, localizada no bairro da Várzea, vai abrir pela primeira vez para visitação do público o ateliê do artista, construído por volta de 1975. 
 
O “Ateliê Francisco Brennand – Uma janela para o mundo”, passa a integrar de maneira permanente o percurso de visitação do museu. No novo espaço estarão mais de dois mil itens do acervo, resultado do trabalho das equipes da Oficina. São pinturas, desenhos, livros, manuscritos e objetos reunidos ao longo da vida do ceramista e escultor. Desde a morte de Brennand, em dezembro de 2019, a equipe realizou o levantamento de cerca de 17 mil itens ligados ao artista para, posteriormente, compor o acervo que será visto pelos visitantes.
 
Também neste sábado, a Oficina abre a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que retorna ao Recife após 15 anos. Com o tema “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, o recorte apresenta obras de 14 artistas contemporâneos que participaram da Bienal paulista. A exposição ficará em cartaz até 18 de outubro.
 
Ao longo deste 8 de agosto, o museu-ateliê terá entrada gratuita para abrir o ciclo de comemorações do centenário do artista. A programação e detalhes sobre os demais espaços que abrigam as mais de mil esculturas, painéis e cerâmicas estão disponíveis no site oficinafranciscobrennand.org.br.

 


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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