Cultura
Arcos da Lapa, no RJ, recebem a 3ª edição do Aquilombar
Cultura
A Lapa, bairro boêmio da capital fluminense, recebe a cultura quilombola. É a 3ª edição do Aquilombar, que vai até este domingo (30). O evento gratuito reúne feira, gastronomia, apresentações culturais, literatura e eventos que valorizam as comunidades quilombolas do Rio de Janeiro. Toda a experiência acontece aos pés dos Arcos da Lapa.

O estado tem hoje 54 comunidades quilombolas com cerca de 20 mil pessoas distribuídas em 37 municípios. Quase metade dessa população tem até 29 anos.
A iniciativa é do Sebrae Rio, em parceria com a Associação das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro. O Aquilombar é um dos maiores encontros de cultura e empreendedorismo quilombola do estado. O público terá a oportunidade de conhecer o trabalho de 30 empreendedores que participaram em 2025 das capacitações e consultorias do projeto Raízes Empreendedoras.
A programação inclui uma feira de 30 empreendedores quilombolas com arte, moda identitária, artesanato, ervas medicinais, acessórios e decoração. A culinária marca presença em uma praça com pratos tradicionais quilombolas, preparados com ingredientes típicos e histórias de cada lugar. O evento também dispõe de um espaço dedicado à memória, às narrativas e às produções literárias desenvolvidas nas comunidades.
O Palco Principal conta com apresentações de jongo, ciranda, música, dança e manifestações do legado e da força cultural dos quilombos.
Cultura
Festa Literária Internacional de Paraty vai até próximo domingo
Natureza e cultura se unem mais uma vez na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, um dos mais importantes eventos de incentivo à leitura do país. A cidade histórica, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro e considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, recebe até o domingo uma série de atrações, como mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas e contação de histórias.

Alguns escritores de destaque que participam da Festa são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.
Rita Palmeira, curadora do evento, fala sobre a diversidade do programa principal da Flip, composto por 21 mesas literárias.
“Quem acompanhar o programa principal da Flip vai assistir a mesas com autores de países bastante diversos, por exemplo, só para citar alguns, Ilhas Maurício, Ucrânia, Guatemala. Essas mesas de formas diferentes, elas vão discutir alguns grandes temas, a família, por exemplo, sobretudo a relação com os pais, também o luto, né, a perda de alguém na família, mesas que vão tratar de feminicídio, de feminismo, da maternidade, da questão racial”.
Neste ano, a homenageada do evento é a poeta Orides Fontela, que renovou o modernismo brasileiro e abriu portas para a contemporaneidade. A trajetória da escritora foi marcada por dificuldades financeiras durante anos, que inclusive a deixou sem moradia.
A curadora destaca a motivação para a escolha de Orides.
“Homenagear Orides é contribuir para que a obra dela volte à cena e ganhe novos leitores. É também um reconhecimento do bom momento, eu acho, que vive a poesia brasileira. Tem um monte de publicação, revistas de poesia que estão circulando, um monte de coleção de poesia, clube de poesia e muitos e novos eventos sendo dedicados à poesia, saraus, festivais, jornadas de poesia”.
Rita Palmeira acrescenta ainda que a escolha é uma forma de valorizar as mulheres que escrevem poesia.
“Dentro dessa produção poética contemporânea tem acho que um destaque especial a poesia escrita por mulheres. E aí homenagear uma poeta que é tão adorada por outros poetas é também uma forma de homenagear os poetas brasileiros e sobretudo as poetas brasileiras da atualidade”.
A Flip apresenta também uma vasta programação educativa, por meio da Flipinha, FlipZona e FlipEduca, espaços do evento destinadas a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas para crianças, jovens, educadores e comunidade.
Outras atividades são o Leitura na Praça e o Flip+ Cinema na Praça, voltados à troca de livros e ao diálogo da literatura com a sétima arte, com exibição de filmes em espaços públicos.
A Flip é um projeto realizado pelo Ministério da Cultura e pela Associação Casa Azul. O evento teve sua primeira edição em 2003 e foi reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Cidade de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a organização da Festa, a edição deste ano deve receber cerca de 35 mil pessoas.
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