Cultura
BA: Romaria e Carnaval são reconhecidos como manifestações culturais
Cultura
A Bahia tem, oficialmente, mais duas tradições populares reconhecidas como Manifestação da Cultura Nacional pelo governo federal. São elas: o Carnaval de Salvador e a Romaria do Senhor Bom Jesus da Lapa.

O reconhecimento reforça o texto da Constituição Federal que assegura a proteção e a promoção dessas manifestações por meio de políticas públicas e leis específicas. O reconhecimento legal garante maior visibilidade, proteção e valorização dessas tradições.
De acordo com o Ministério do Turismo, o Carnaval de Salvador, uma das maiores festas populares do mundo, representa a identidade de diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.
A partir dessa lei, a festa ganha um selo que a consagra em todo o país, prestando homenagem à capital baiana e à toda cadeia produtiva.
Já a Romaria do Senhor Bom Jesus da Lapa, considerada a terceira maior do país, é realizada todos os anos entre os dias 28 de julho e 6 de agosto e reúne cerca de 600 mil fiéis e turistas na cidade do interior baiano.
A romaria é uma das manifestações religiosas mais antigas da história do Brasil. Segundo a tradição, o monge Francisco de Mendonça Mar descobriu uma gruta no sertão baiano onde fixou uma imagem do Bom Jesus, transformando-a num santuário.
Manifestações culturais já reconhecidas
Em relação ao carnaval, já são reconhecidos como Manifestação da Cultura Nacional, os Blocos e Bandas de Rua, o Carnaval de Pernambuco, as Escolas de Samba do Rio de Janeiro, dentre outras.
Já em relação a religiosidade brasileira, estão entre as manifestações culturais reconhecidas o Círio de Nazaré, que acontece em Belém e a Caminhada com Maria, que ocorre em Fortaleza, Ceará.
Cultura
Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira
A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.
A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.
O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.
“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”
Pietrolina
Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:
“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”
Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.
A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.
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